','

'); } ?>

Lula defende ampliar a capacidade militar e menciona declarações de Trump em ato naval

Publicidade

Itajaí (SC), 26.jun.2026 – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira (26) que o Brasil precisa investir mais nas Forças Armadas para evitar “ser pego de surpresa” em um cenário internacional que, segundo ele, registra o maior número de conflitos desde a Segunda Guerra Mundial.

Durante a cerimônia de batismo da fragata “Cunha Moreira”, no estaleiro de Itajaí, Lula citou posições recentes do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para sustentar a necessidade de fortalecimento da defesa nacional. “Eu não quero guerra, mas também não quero ser pego de surpresa. Está cheio de gente maluca no mundo. O presidente americano fala em tomar a Groenlândia, o Canadá, o Canal do Panamá… e onde nós ficamos?”, questionou.

Publicidade

Fronteiras extensas e recursos estratégicos

O chefe do Executivo ressaltou que o país possui uma extensa faixa fronteiriça e riquezas como o petróleo da costa brasileira, fatores que exigiriam maior capacidade de dissuasão. “Ninguém respeita quem não se respeita”, completou.

Orçamento considerado insuficiente

Lula recordou que o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, classificou o orçamento atual da pasta, de R$ 142 bilhões, como insuficiente para os projetos em curso. O presidente prometeu incluir metas para o setor de defesa em seu programa de governo, “para assumir compromisso público” sobre o nível de proteção desejado para o país.

Tensão com Estados Unidos

O Planalto também acompanha com preocupação a decisão de Washington de enquadrar as facções criminosas Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas. Na avaliação de assessores do governo, a medida poderia, em último caso, embasar ações militares norte-americanas em território brasileiro, a exemplo de intervenções em outras regiões.

Outro ponto de atrito citado por Lula são possíveis tarifas adicionais dos Estados Unidos sobre exportações brasileiras. Na mesma sexta-feira, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, enviou carta ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) comentando a possibilidade de nova rodada de taxações.

O presidente encerrou o discurso reiterando que o Brasil “não quer participar de conflitos”, mas precisa estar preparado para defender sua soberania.

Com informações de Gazeta do Povo

Publicidade

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *