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Cubanos ultrapassam venezuelanos e lideram pedidos de refúgio no Brasil em 2025

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Brasília – O Brasil recebeu 75.599 solicitações de refúgio em 2025, crescimento de 10,9% em relação a 2024 e o terceiro maior volume da série histórica iniciada em 2010. Pela primeira vez desde 2017, os cubanos ocuparam o topo do ranking, com 41.919 protocolos (55,4% do total), superando os venezuelanos, que registraram 21.233 pedidos.

Os dados constam da edição 2026 do relatório Refúgio em Números, elaborado pelo Observatório das Migrações Internacionais (OBMigra) em parceria com o Ministério da Justiça. O estudo, que analisa o período de 2010 a 2025, foi apresentado nesta segunda-feira (22) durante evento alusivo ao Dia Mundial do Refugiado, celebrado em 20 de junho.

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Pressão em Cuba eleva migração

As solicitações de cidadãos cubanos subiram 88,1% em comparação com 2024. Segundo o relatório, o agravamento da crise de desabastecimento e do empobrecimento na ilha, agravado pela interrupção do fornecimento de petróleo venezuelano após a ocupação militar dos Estados Unidos em Caracas, provocou longos apagões — que chegam a 20 horas diárias — e intensificou a saída de moradores. A ameaça de ações militares norte-americanas e a aprovação de reformas econômicas pelo Parlamento cubano completam o cenário de instabilidade.

Venezuelanos em segundo lugar

Com 21.233 pedidos, os venezuelanos ficaram na segunda posição. Embora o país continue enfrentando escassez de alimentos e crise econômica, a substituição de Nicolás Maduro por Delcy Rodríguez, aliada que passou a negociar com Washington, teria reduzido o fluxo migratório. Levantamento da Agência da ONU para Refugiados (Acnur) indica que um terço dos venezuelanos que vivem no exterior considera retornar caso as condições de emprego e segurança melhorem.

Demais nacionalidades

Na sequência apareceram colombianos (1.432 solicitações), angolanos (1.253), marroquinos (888) e ganeses (792).

Onde os pedidos são decididos

Do total de requerimentos analisados pelo Comitê Nacional para os Refugiados (Conare) em 2025, 52,4% estavam concentrados na Região Norte. Roraima liderou com 16.166 processos (32%), seguida por Amapá (6.372) e Amazonas (2.445). As principais origens foram Venezuela (13.125), Cuba (11.490) e Colômbia (524).

Perfil dos solicitantes

Homens representaram 55,9% dos pedidos, enquanto mulheres responderam por 44%. A faixa etária predominante foi de 25 a 40 anos (26.911 solicitações). Entre os cubanos, porém, 67,8% dos requerentes tinham mais de 60 anos.

O Conare, vinculado ao Ministério da Justiça, concede reconhecimento mais célere aos nacionais de países onde o Brasil considera haver grave e generalizada violação de direitos humanos, caso de Venezuela, Síria e Afeganistão. Em 2025, 94,7% das decisões favoráveis basearam-se justamente nesse critério.

Com informações de G1

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