O secretário de Justiça e Direitos Humanos da Bahia, Felipe Freitas, criticou a forma como a Polícia Federal executou, na quinta-feira (18/6), a 9ª fase da Operação Compliance Zero, que teve entre os alvos o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA).
Em entrevista, Freitas afirmou que a corporação recorreu a “pirotecnia” ao autorizar o arrombamento da residência do parlamentar e ao divulgar imagens da ação. Segundo ele, esse procedimento desrespeita o que foi determinado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que havia destacado a necessidade de discrição e obediência aos protocolos legais.
“Toda investigação é bem-vinda e a apuração sobre o escândalo do Banco Master é uma demanda nossa, do PT, para dar transparência ao sistema bancário. Mas isso não pode ser alcançado com espetacularização”, declarou o secretário. Ele acrescentou que o vazamento das imagens e a invasão da casa do senador ferem a lei, os padrões policiais e a própria decisão judicial.
Freitas, aliado de Jaques Wagner, pediu que a direção da Polícia Federal e o Ministério da Justiça garantam a continuidade das investigações dentro dos limites constitucionais e apurem eventuais irregularidades no cumprimento dos mandados.
Como foi a operação
A Polícia Federal cumpriu 18 mandados de busca e apreensão na Bahia, em São Paulo e no Distrito Federal. Além das buscas, o STF autorizou medidas cautelares como suspensão de passaportes e proibição de contato entre os investigados.
As suspeitas contra Jaques Wagner surgiram após a análise de mensagens extraídas do celular do empresário Augusto Lima, ex-sócio do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Os investigadores apuram se o senador atuou em favor de pautas de interesse do Banco Master no Congresso Nacional, incluindo propostas que ampliavam o crédito consignado e a chamada “Emenda Master”.
A Operação Compliance Zero investiga supostas irregularidades financeiras ligadas à instituição bancária e, segundo a PF, esta é sua nona fase.
Com informações de Metrópoles

