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Apenas 5% das empresas manterão expediente normal nos jogos do Brasil, aponta pesquisa

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Uma sondagem da Catho realizada com 420 companhias mostra que somente 5% delas manterão a rotina normal de trabalho nos dias de jogo da seleção brasileira na Copa do Mundo de 2026. A maioria já definiu alguma forma de flexibilizar o expediente.

Impacto na rotina corporativa

Segundo o levantamento, 76% das empresas admitem que o torneio interfere, ao menos parcialmente, na operação do negócio. Para 60%, as partidas coincidem com o horário de expediente, cenário que afeta principalmente atividades noturnas em setores como supermercados, shoppings, padarias, varejo, alimentação e serviços.

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Entre as medidas anunciadas, 26% pretendem exibir os jogos no ambiente de trabalho e 24% planejam liberar os funcionários antes do apito inicial. “Há uma percepção maior de que flexibilizar a rotina em momentos específicos contribui para engajamento e clima organizacional”, afirma Patricia Suzuki, diretora de RH da Redarbor Brasil, controladora da Catho.

O que diz a legislação

Apesar da tradição de paralisações em Copas, dias de jogo da seleção não são considerados feriado. A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) não impõe folga obrigatória e, portanto, a liberação ou redução da jornada depende exclusivamente do empregador.

Caso a dispensa ocorra sem desconto salarial, ela é classificada como folga remunerada. Já quando há acordo de compensação, o funcionário pode repor as horas em até um ano, seguindo o limite de duas horas extras diárias. “Tudo precisa ser combinado previamente para evitar surpresas”, explica o advogado trabalhista Marcel Zangiácomo, do escritório Galvão Villani, Navarro, Zangiácomo e Bardella.

Faltas e penalidades

Ausências não justificadas continuam sujeitas a desconto no pagamento e, em caso de reincidência, podem resultar em advertência ou suspensão. Em setores essenciais — saúde, transporte, segurança e atendimento ao público —, a interrupção das atividades está descartada.

Assistir aos jogos sem autorização, mesmo dentro da empresa, pode ser enquadrado como ato de indisciplina, alerta Zangiácomo. Por isso, especialistas recomendam diálogo prévio entre gestores e equipes para alinhar expectativas e evitar conflitos.

Com informações de G1

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