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Flávio Bolsonaro encontra barreiras para obter apoio ativo de aliados do PL no Nordeste

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Brasília – A pré-campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) não consegue transformar acordos políticos já firmados no Nordeste em mobilização efetiva a seu favor. Dirigentes locais de legendas aliadas relutam em assumir o papel de cabos eleitorais do senador, temendo prejuízos eleitorais em uma região onde Lula (PT) segue dominante.

Desempenho de pesquisas reforça cautela

Levantamento da Quaest divulgado em junho mostra Lula com 54% das intenções de voto no Nordeste no primeiro turno, contra 25% de Flávio. Nacionalmente, o petista tem 39% e o senador, 29%. No segundo turno, a vantagem regional de Lula sobe para 61% a 27%, enquanto no país inteiro o placar é 44% a 38%.

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Ceará: aliança tucana evita compromisso

No Ceará, Ciro Gomes (PSDB) lidera a corrida pelo governo estadual em coligação com PL e União Brasil, mas resiste a endossar Flávio. Ciro defende liberdade de posicionamento presidencial dentro da aliança e apoia Aécio Neves (PSDB) para o Planalto. O palanque do bolsonarismo ficará a cargo de Alcides Fernandes (PL), pré-candidato ao Senado.

Pernambuco: governadora se distancia

A governadora Raquel Lyra (PSD), que busca a reeleição, venceu em 2022 com suporte de nomes ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro, mas, desde então, aproximou-se de Lula e não abriu espaço relevante para o PL em sua gestão. O partido admite foco em cadeiras proporcionais, estimando eleger até cinco federais e seis estaduais.

Paraíba: um dos palanques mais estruturados

Na Paraíba, o PL filiou o senador Efraim Filho para disputar o governo e lançou o ex-ministro Marcelo Queiroga ao Senado. A movimentação contou com presença de Flávio Bolsonaro e é tratada como vitrine regional, embora analistas indiquem que muitos aliados priorizarão temas locais.

Piauí, Bahia e Maranhão: terreno adverso

No Piauí, com Lula alcançando 76,86% dos votos em 2022, especialistas veem dificuldade para que o senador encontre palanque competitivo. Na Bahia, o PL integra a chapa de ACM Neto (União Brasil), mas o ex-prefeito indicou preferência por Ronaldo Caiado (PSD) na disputa presidencial. No Maranhão, a legenda carece de liderança estadual forte, mas aposta em eleger deputados.

Sergipe e Alagoas perdem quadros, RN ganha reforço

Em Sergipe, a entrega do comando partidário ao deputado Rodrigo Valadares provocou a saída da prefeita de Aracaju, Emília Corrêa, e do ex-prefeito Valmir de Francisquinho para o Republicanos. Em Alagoas, a desfiliação de JHC (PSDB) enfraqueceu o palanque; o PL tem hoje o deputado Alfredo Gaspar como principal nome. Já no Rio Grande do Norte, o ex-prefeito de Natal Álvaro Dias se filiou ao PL para concorrer ao governo, mas ainda busca ampliar alianças além da própria sigla.

Para analistas, apesar de a direita apresentar organização inédita na região, a estratégia do PL de ceder protagonismo em alguns estados não se reverte, por enquanto, em engajamento direto à candidatura de Flávio Bolsonaro.

Com informações de G1

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