O pedido de revisão criminal apresentado pelos advogados de Jair Bolsonaro foi distribuído ao ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF). A medida pode resultar na anulação da condenação do ex-presidente. Nunes Marques já determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre supostos vícios de origem e erro judicial no processo.
A advogada Fabiana Barroso sustenta que Bolsonaro deveria ter sido julgado inicialmente na primeira instância. “As nulidades são palpáveis, tão evidentes que chega a ser difícil acreditar que aconteceram”, declarou.
Na petição, os defensores Marcelo Bessa e Thiago Fleury solicitaram que o caso fosse analisado por um ministro da Segunda Turma, estratégia voltada a afastar o relator Alexandre de Moraes ou outro integrante da Primeira Turma — colegiado que condenou Bolsonaro.
Barroso avalia que, se o julgamento ocorrer na Segunda Turma, há possibilidade de maioria favorável ou até de empate, cenário que beneficiaria o ex-presidente.
Questionamentos sobre suspeição de Moraes
Apesar de críticas sobre sua imparcialidade, Alexandre de Moraes aceitou pedido do deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) para apurar se recursos do Banco Master, supostamente destinados ao filme “Dark Horse”, teriam custeado despesas de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. O ministro concedeu cinco dias para a PGR se pronunciar.
O colunista Paulo Antônio Briguet, da Gazeta do Povo, questionou a neutralidade de Moraes: “Ele não tem parcialidade sequer para ser ministro do STF”.
Cenário eleitoral e “terceira via”
Com a proximidade das eleições, o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), defendeu a construção de uma aliança com Romeu Zema (Novo), ex-governador de Minas Gerais. Briguet, porém, demonstrou ceticismo sobre o surgimento de uma alternativa que quebre a polarização entre lulismo e bolsonarismo.
Os debates ocorreram no programa “Última Análise”, transmitido ao vivo no YouTube, das 19h às 20h30, de segunda a quinta-feira.
Com informações de Gazeta do Povo

