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Dois acusados de matar motoristas de aplicativo enfrentam júri popular nesta terça-feira no DF

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Dois homicídios cometidos contra motoristas de aplicativo no Distrito Federal chegam ao Tribunal do Júri nesta terça-feira (14/7). Sentarão no banco dos réus Antônio Ailton da Silva, 43 anos, e André Luiz Rodrigues de Magalhães, 36, apontados em investigações distintas como autores dos crimes.

Estrangulamento no Cruzeiro Velho

Antônio Ailton da Silva confessou ter assassinado a motorista Ana Rosa Rodolfo de Queiroz Brandão, 49, durante corrida realizada fora do aplicativo em 26 de fevereiro de 2025, no Cruzeiro Velho. Segundo a Polícia Civil, ele usou um fio de nylon para estrangular a condutora e desferiu oito facadas após discussão sobre o pagamento de R$ 35.

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Horas antes, Antônio teria tentado matar a ex-companheira e uma amiga no Recanto das Emas. Depois da fuga, passou a madrugada no Conic, área central de Brasília. Na manhã seguinte, encontrou Ana encostada em uma árvore e combinou a viagem até Valparaíso de Goiás.

Desconfiada do não recebimento, a motorista alterou o trajeto em direção à 3ª Delegacia de Polícia, no Cruzeiro. Ao perceber a mudança, o passageiro iniciou o ataque. Após a luta, assumiu o volante, mas bateu o carro em uma árvore. Câmeras de segurança registraram a tentativa de fuga a pé. Ele foi preso na Quadra 504 do Sudoeste após ser perseguido por um sargento do Exército que chegou a disparar para o chão.

Tiro em oficina no Guará

No mesmo dia de julgamento, será analisado o caso de André Luiz Rodrigues de Magalhães, Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC). Ele é acusado de atirar no motorista de aplicativo Lucas Henrique do Prado Ribeiro, 35, em 21 de março de 2025, dentro de uma oficina mecânica no Guará. A vítima permaneceu 13 dias internada e morreu em 3 de abril.

De acordo com familiares, Lucas saía da oficina quando colidiu com outro veículo. O choque teria irritado André, filho do proprietário do estabelecimento. Após discussão, o réu entrou em uma sala e efetuou o disparo. A defesa sustenta que o motorista teria anunciado assalto, versão negada pela família da vítima e por testemunha que declarou não ter ouvido menção a roubo.

André Luiz responde ao processo em liberdade e será julgado junto ao caso de Antônio Ailton nesta terça-feira.

Com informações de Metrópoles

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