A cúpula do Partido Liberal (PL) passou a defender que o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) desista imediatamente de concorrer ao Senado. A orientação surgiu após a Polícia Federal cumprir, na terça-feira (26), mandado de busca e apreensão no apartamento de Castro, na Barra da Tijuca, onde dois celulares foram recolhidos.
Investigação sobre RioPrevidência
Decisão judicial que retirou o sigilo de inquérito da PF aponta que a ligação pessoal de Castro com o banqueiro Daniel Vorcaro, preso na operação, foi fundamental para viabilizar investimentos considerados irregulares do fundo de previdência dos servidores estaduais no Banco Master. Segundo o documento, o total aplicado de forma suspeita chega a R$ 3,691 bilhões, somando fundos e Letras Financeiras.
Os investigadores afirmam que os recursos foram direcionados em desacordo com a política de investimentos do regime próprio de previdência (RPPS) e com normas regulatórias. O esquema teria incluído mudanças deliberadas em procedimentos internos, credenciamentos apenas formais, ausência de análises técnicas, concentração excessiva de risco e uso de intermediários para elevar comissões e mascarar pagamentos indevidos.
Implicações políticas
Condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em março, Castro já está inelegível, mas insistia na candidatura mesmo sob risco de impugnação. Para dirigentes do PL, os novos desdobramentos tornam a estratégia “insustentável” e ameaçam prejudicar a chapa ao governo do Estado, encabeçada pelo deputado Douglas Ruas, e, principalmente, a pré-campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro. O parlamentar enfrenta críticas pelo financiamento de Daniel Vorcaro a um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Aliados de Castro avaliam que a renúncia à disputa ao Senado seria o caminho menos danoso para o partido, que tenta conter o desgaste antes do início oficial da campanha.
Com informações de G1

