Três pré-candidatos da direita à Presidência da República usaram um fórum realizado no Guarujá, litoral de São Paulo, neste sábado (23), para defender uma nova agenda econômica e criticar a atual polarização política. Participaram do debate Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Aldo Rebelo (DC). O evento reuniu empresários dos setores público e privado.
Participação remota de Caiado
Governador de Goiás e pré-candidato pelo PSD, Ronaldo Caiado participou por videoconferência, justificando que as condições meteorológicas impediram o pouso de sua aeronave na região. No vídeo, afirmou que a melhor forma de evitar o retorno do PT ao Palácio do Planalto é “fazer um governo de entregas com aprovação popular”. Ele listou como prioridades o combate à corrupção, o enfrentamento à violência e às facções criminosas, além da busca por maior competitividade internacional para o Brasil. “Precisamos pacificar o país e sair dessa polarização que empobrece o debate político”, disse.
Críticas de Renan Santos ao Judiciário
Fundador do movimento Missão e também pré-candidato, Renan Santos disse que os dois últimos governos aprofundaram a divisão política do país. Propôs iniciar um “choque de credibilidade” pelas despesas públicas, visando colocar o Brasil entre as cinco maiores economias do mundo em 30 anos. Ele defendeu que o Supremo Tribunal Federal (STF) atue exclusivamente como guardião da Constituição, criticou decisões monocráticas e sugeriu criar filtros para a admissão de processos. “Há cerca de 8 mil ações no STF brasileiro, enquanto na Suprema Corte dos EUA são 50”, comparou, defendendo ainda a criação de um tribunal específico para julgar detentores de foro privilegiado.
Reforma do Judiciário na visão de Aldo Rebelo
Ex-ministro e pré-candidato pelo DC, Aldo Rebelo avaliou que o principal entrave ao crescimento nacional é uma “interdição institucional”. Segundo ele, a reforma do Judiciário deveria começar com uma proposta de emenda à Constituição apresentada logo no primeiro dia de governo. Rebelo citou o período da Regência, no século XIX, para argumentar em favor de um “gabinete de conciliação” que reúna diferentes correntes políticas. “O país precisa de um governo de união nacional. As divergências continuarão, mas retomar o desenvolvimento e reduzir desigualdades podem nos unir”, afirmou.
O fórum no Guarujá integrou uma série de encontros promovidos por empresários com pré-candidatos e encerrou-se após os discursos e uma sessão de perguntas da plateia.
Com informações de G1

