','

'); } ?>

Flávio Dino apresenta plano de reforma do Judiciário com punição mais dura para corrupção de magistrados

Publicidade

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino divulgou nesta segunda-feira (20) um projeto de reforma do Judiciário com 15 frentes de atuação, entre elas a revisão das competências do STF e dos demais tribunais superiores e o endurecimento das penas para casos de corrupção envolvendo juízes, procuradores, advogados e demais integrantes do sistema de Justiça.

O texto, publicado no portal “ICL Notícias”, sugere ainda mudanças na tramitação de processos eleitorais e no Código Penal, além de ajustes em regras disciplinares e no uso de inteligência artificial em ações judiciais.

Publicidade

Principais pontos propostos

Entre as medidas listadas por Dino estão:

  • criação de requisitos mais rígidos para recursos ao Superior Tribunal de Justiça (STJ);
  • regras para evitar precatórios fraudulentos;
  • instalação de varas especializadas em crimes contra a pessoa, dignidade sexual e atos de improbidade administrativa;
  • rito próprio para revisar decisões de agências reguladoras que envolvam grandes investimentos;
  • tipos penais mais severos para corrupção, peculato e prevaricação praticados por agentes do Judiciário;
  • tramitação mais célere de ações na Justiça Eleitoral;
  • reformulação da composição e das competências dos Conselhos Nacionais de Justiça e do Ministério Público;
  • extinção da aposentadoria compulsória como sanção disciplinar;
  • critérios para sessões virtuais e limite ao uso de inteligência artificial em processos;
  • medidas para diminuir o número de execuções fiscais judicializadas.

Manifestação do STF

O presidente do STF, ministro Edson Fachin, defendeu o debate proposto por Dino. Segundo ele, o texto trata o tema “com seriedade institucional” e foca na eficiência, transparência e fortalecimento da confiança pública.

Reação no Congresso

Líder da oposição no Senado, o senador Rogério Marinho (PL-RN) considerou a reforma “necessária”, mas avaliou que o documento ignora pontos essenciais, como o uso extensivo de decisões monocráticas e a atuação de parentes de ministros em processos. Para o parlamentar, a iniciativa deve ser conduzida pelo Legislativo, respeitando a separação de poderes.

Contexto histórico

Dino lembrou que a última grande reforma do Judiciário ocorreu em 2004. Vinte e dois anos depois, argumenta ele, um novo ciclo de mudanças constitucionais e legais é indispensável para fortalecer a Justiça diante do crescimento da violência e do avanço de facções criminosas.

A proposta será encaminhada a órgãos do sistema de Justiça e ao Congresso para discussão.

Com informações de G1

Publicidade

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *