A creatina, conhecida por impulsionar o ganho de massa muscular, passou a despertar interesse de pesquisadores do campo da neurociência. Estudos em desenvolvimento analisam se o suplemento pode aumentar a eficiência energética do cérebro e, consequentemente, melhorar funções cognitivas.
Energia extra para os neurônios
Produzida naturalmente pelo organismo, a creatina participa da ressíntese de Trifosfato de Adenosina (ATP), principal fonte de energia celular. Segundo o nutricionista Guilherme Falcão, esse processo ocorre em todos os tecidos, incluindo o sistema nervoso. Quando a demanda energética sobe — seja em um treino ou em uma tarefa mental exaustiva —, o composto ajuda a recompor o ATP de forma rápida.
O que já se sabe
- Pesquisas preliminares apontam redução da fadiga mental e melhora no raciocínio.
- Estudos também relatam ganho na memória de curto prazo.
- A hipótese central é que o suplemento amplie a disponibilidade de combustível para a atividade neural.
Desafios na comprovação
Apesar do otimismo, especialistas destacam que os resultados ainda não são conclusivos. A principal dificuldade é padronizar os ensaios clínicos e isolar variáveis. Muitos participantes praticam exercícios físicos, e os benefícios cognitivos podem vir tanto da creatina quanto das substâncias liberadas durante a atividade, chamadas exercinas.
Orientação profissional continua indispensável
Caso pesquisas mais robustas confirmem as vantagens observadas até agora, a creatina poderá se firmar como aliada contra o estresse e na otimização do desempenho intelectual. Até lá, profissionais de saúde recomendam avaliação individual antes de incluir o suplemento na rotina.
Com informações de Metrópoles

