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Umidade alta desacelera colheita de milho safrinha no Oeste do Paraná e dobra custo de secagem

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A colheita do milho safrinha avança no Oeste do Paraná, mas em ritmo inferior ao habitual por causa do elevado teor de umidade dos grãos, informou o economista e técnico agrícola Ernani José Benincá, da Klug Corretora. Até 13 de julho de 2026, as máquinas haviam alcançado de 24% a 25% da área semeada, percentual considerado aquém do potencial em anos de clima mais seco.

Fluxo nas unidades de armazenagem é o principal gargalo

Segundo Benincá, o avanço diário tem ficado em torno de 2% da área, contra os 3,5% a 4% observados em safras com tempo firme. O problema concentra-se nas unidades de recebimento: com os grãos chegando mais úmidos, o processo de secagem leva mais tempo, reduzindo a capacidade de entrada de novos carregamentos.

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Secagem mais longa impulsiona gastos

A necessidade de retirar maior volume de água praticamente dobrou o consumo de biomassa florestal usada nos secadores. Na temporada passada o gasto era de cerca de 33 kg por tonelada; neste ciclo o índice subiu para aproximadamente 70 kg. Também houve aumento na conta de energia elétrica.

No início da colheita, os lotes apresentavam umidade entre 28% e 30%. Atualmente os grãos chegam às estruturas com 22% a 24%, mas a previsão de novas chuvas continua levando produtores a antecipar a retirada do campo, mesmo sem a secagem natural completa.

Qualidade segue dentro dos padrões comerciais

Apesar das precipitações recentes, a qualidade do produto permanece satisfatória. Os grãos brotados aparecem um pouco acima do normal em alguns híbridos, mas os índices de avaria ficam entre 2% e 3%, patamar aceito pelo mercado.

Produtividade regional mantém bom nível

A entrada das colheitadeiras em áreas beira-lago, mais afetadas por estresse hídrico e altas temperaturas em março, levou a um ajuste de cerca de 120 kg por hectare na estimativa de produtividade. Mesmo assim, a projeção para o Oeste do Paraná permanece elevada, entre 6.500 kg e 6.550 kg por hectare, mantendo a região entre as mais produtivas do país.

Com informações de Portal do Agronegócio

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