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Juca Kfouri critica separação entre futebol e política e questiona critérios de torcida

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O jornalista Juca Kfouri defendeu que futebol e política são indissociáveis em coluna publicada em 12 de julho de 2026 no UOL. O colunista citou a imagem do então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, segurando a taça da Copa do Mundo da Fifa no Salão Oval da Casa Branca, em 22 de agosto de 2026, como exemplo de como o esporte é utilizado politicamente.

Kfouri argumentou que, embora haja relação entre as duas esferas, escolher a quem torcer exclusivamente por motivos políticos pode levar a impasses. Segundo ele, alguns torcedores brasileiros dizem apoiar seleções adversárias da Argentina devido a manifestações de racismo de parte de seus torcedores e jogadores. O jornalista, porém, questiona se o mesmo raciocínio não deveria ser aplicado ao Brasil, país que, recorda, já teve um presidente que mediu quilombolas “por arrobas”, registra altos índices de encarceramento de pessoas negras e apresenta índices de violência letal contra jovens pretos.

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O colunista também mencionou a Inglaterra, lembrando o histórico colonial do país “em que o sol não se punha” no Império Britânico, para mostrar que, sob critérios puramente políticos, seria difícil encontrar uma seleção sem passados ou presentes controversos.

Kfouri contou ter torcido pela Seleção Brasileira durante a ditadura militar e afirmou que, na atual edição da Copa, tende a apoiar Lionel Messi. Ainda assim, declarou simpatia por Jude Bellingham e Harry Kane, atacantes da Inglaterra.

Para o jornalista, evitar confundir futebol com outras questões e reconhecer a complexidade de cada caso também constitui um gesto político.

Com informações de UOL

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