Daurival Júnior, 35 anos, tornou-se na manhã desta segunda-feira, 18, o segundo morador do Tocantins a passar por aplicação de Polilaminina, terapia experimental voltada à regeneração de lesões medulares.
O procedimento ocorreu no Centro Estadual de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo (CRER), em Goiânia (GO). O paciente ficou paraplégico após ser atingido por um disparo de arma de fogo durante o torneio de futebol Copa do Craque, realizado em Gurupi.
Equipe médica
A cirurgia foi conduzida por profissionais do Hospital Municipal de Salvador (HMSA), sob liderança do neurocirurgião Bruno Cortes e do médico Arthur Luiz Freitas Fortes, graduado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e doutorando em pesquisa sobre a ação neuroprotetora da Polilaminina. A substância foi descoberta pela bióloga Tatiana Coelho Sampaio, especialista em proteínas.
Viabilização do tratamento
A transferência do paciente a Goiânia e o custeio do procedimento foram organizados por familiares e pelo empresário Guto Costa, empregador de Daurival. Segundo Costa, a mobilização particular ocorreu diante da falta de atendimento rápido pelos serviços públicos de saúde.
Sobre a Polilaminina
A Polilaminina é um polímero biomimético desenvolvido para atuar no sistema nervoso central. Em casos de trauma na medula espinhal, funciona como arcabouço tridimensional que imita a matriz extracelular, oferecendo suporte físico e químico à área lesionada. A resposta clínica varia conforme extensão da lesão e intervalo entre o acidente e a aplicação.
Primeiro caso no estado
Antes de Daurival, apenas Sindy Mirela Santos Silva, 21 anos, havia recebido o mesmo tratamento no Tocantins.
O caso evidencia a necessidade de deslocamento interestadual para terapias de alta complexidade e ressalta desigualdades no acesso a recursos avançados de saúde entre as diferentes regiões do país.
Com informações de Atitude Tocantins

