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Tesouro Direto alcança recorde histórico em junho impulsionado pelo Tesouro IPCA+

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São Paulo, 1º de agosto de 2026 – O Tesouro Direto registrou em junho o maior volume de vendas líquidas desde a criação do programa, somando R$ 10,1 bilhões. O resultado decorre de R$ 14,7 bilhões em aplicações e R$ 4,6 bilhões em resgates.

Os títulos indexados à inflação lideraram a procura. As vendas do Tesouro IPCA+ atingiram R$ 4 bilhões – mais que o dobro do montante de maio – e responderam por 30,8% das compras. Na sequência apareceram o Tesouro Selic, com participação de 28,2%, e os papéis prefixados, que concentraram 15,3%.

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Entre os ativos de maior demanda, destacou-se o Tesouro IPCA+ 2032, impulsionado por taxas superiores a 8% ao ano acima da inflação oficial (IPCA). O nível de remuneração elevado manteve o interesse de investidores e analistas em meio ao cenário de juros ainda altos no país.

Novo público e tíquetes menores

O programa também ganhou fôlego com a chegada de novos participantes. No mês, 261.877 pessoas se cadastraram no Tesouro Direto e cerca de 100 mil passaram a investir ativamente. Operações de pequeno valor continuam relevantes: 50,7% das transações movimentaram menos de R$ 1 mil.

Prazo mais longo em evidência

A busca por vencimentos maiores avançou. Títulos com prazo entre cinco e dez anos responderam por 45,7% das emissões, ante 34,4% em maio, indicando concentração das compras nesse intervalo.

Estoque avança

Com o aumento das aplicações, o estoque total do Tesouro Direto chegou a R$ 262,5 bilhões em junho, alta de 4,6% frente aos R$ 251 bilhões de maio. Na comparação anual, o crescimento foi de 45,5%, face aos R$ 180,4 bilhões apurados em junho de 2025.

Com informações de Money Times

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