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STF bloqueia até R$ 119,2 milhões de Valdemar Costa Neto após investigação sobre emendas parlamentares

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O presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, teve bens bloqueados por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino. A medida, oficializada na segunda-feira (6/7), alcança até R$ 119,2 milhões e suspende 21 emendas parlamentares que, segundo a Polícia Federal (PF), foram direcionadas irregularmente.

A PF afirma que o dirigente partidário, sem mandato no Congresso há mais de uma década, influenciava a indicação de recursos públicos como se detivesse uma “cota pessoal”. Servidores da Câmara dos Deputados teriam organizado planilhas e encaminhado aos ministérios as informações para execução das emendas, registrando formalmente deputados como autores das solicitações.

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Decisão judicial

Ao analisar o inquérito, Dino avaliou que há “indícios contundentes” de que o esquema desviou a finalidade legal das emendas, beneficiando interesses de quem não ocupa cargo parlamentar. Apesar da oposição da Procuradoria-Geral da República (PGR) ao bloqueio patrimonial, o ministro considerou a medida necessária para garantir eventual ressarcimento aos cofres públicos.

Reações políticas

Em publicação no X (antigo Twitter) nesta sexta-feira (10/7), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) criticou a investigação, classificando a atuação da PF como “seletiva para constranger um adversário político do atual governo”. Ele disse confiar que Valdemar “saberá dar todas as respostas”.

O PL abriga, além de Flávio, o ex-presidente Jair Bolsonaro, outros dois filhos parlamentares e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

O que diz a defesa

Em nota, os advogados de Valdemar Costa Neto qualificaram a decisão de Dino como baseada em “premissas frágeis” e em “indevida criminalização da atividade político-partidária”. A defesa sustenta que é legítimo ao presidente de um partido dialogar com a bancada para definir prioridades e nega qualquer prova de participação consciente em esquema criminoso. Os defensores afirmam que recorrerão da decisão.

A investigação faz parte da Operação Transparência, lançada pela PF em dezembro de 2025 para apurar suspeitas de desvios por meio de emendas parlamentares. Até a conclusão desta reportagem, a corporação não comentou o caso.

Com informações de BBC News Brasil

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