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Senado aprova projeto que endurece punições por violência sexual digital contra crianças e adolescentes

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O Senado Federal aprovou em votação simbólica nesta terça-feira (7) o projeto de lei que amplia as penas para crimes de violência sexual cometidos contra crianças e adolescentes no ambiente digital, inclusive com uso de inteligência artificial. A proposta, de autoria do deputado Osmar Terra (MDB-RS), segue agora para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Principais mudanças

O texto altera o Estatuto da Criança e do Adolescente e outras normas penais. Entre os pontos aprovados estão:

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  • Aumento de pena para o crime de aliciamento de menores de 14 anos quando o autor utilizar inteligência artificial, deepfake ou perfil falso para se passar por outra pessoa;
  • Majoração de punição para quem recorrer a mascaramento de IP ou outros identificadores digitais a fim de dificultar a identificação em delitos contra crianças e adolescentes;
  • Inclusão dos principais crimes de violência sexual infantil no rol de crimes hediondos;
  • Nova hipótese de prisão preventiva para esse tipo de infração.

Nova nomenclatura

A proposta elimina o termo “pornografia” para condutas obscenas envolvendo menores, substituindo-o por “violência sexual contra criança ou adolescente”. O relator, senador Fabiano Contarato (PT-ES), afirmou que a mudança alinha a legislação brasileira a tratados internacionais, como a Convenção de Budapeste sobre crimes cibernéticos.

Inteligência artificial e material virtual

O conceito de material de violência sexual infantil passa a abranger imagens, vídeos e representações criadas ou manipuladas por inteligência artificial, mesmo que não retratem vítimas reais.

Ronda virtual

Foi autorizada a chamada “ronda virtual”, permitindo que policiais e membros do Ministério Público utilizem softwares para localizar e coletar arquivos disponibilizados publicamente na internet, sem necessidade de autorização judicial prévia. A comunicação ao Judiciário deverá ocorrer em flagrante ou quando houver risco à vida da vítima.

Apoio às vítimas

O projeto garante atendimento psicológico e psicossocial contínuo às vítimas. Os custos do tratamento, inclusive se prestado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), deverão ser pagos pelo agressor.

Com a aprovação no Senado, a matéria aguarda apenas a sanção presidencial para entrar em vigor.

Com informações de G1

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