SEATTLE (EUA) – O técnico da seleção da Bélgica, Rudi García, saiu em defesa do atacante norte-americano Folarin Balogun depois de a Fifa cancelar, de forma provisória, a suspensão automática que o jogador deveria cumprir nas oitavas de final da Copa do Mundo.
Balogun havia sido expulso na vitória dos Estados Unidos por 2 x 0 sobre a Bósnia, pela fase de 16 avos de final, ao pisar no tornozelo de Tarik Muhamerovic. A infração foi marcada pelo árbitro brasileiro Raphael Claus, aos 19 minutos do segundo tempo, e resultou em cartão vermelho direto.
Pelo regulamento, o atacante não poderia enfrentar a Bélgica no jogo seguinte. Porém, no domingo (5/7), a Fifa aplicou o Artigo 27 de seu Código Disciplinar e colocou a punição em período probatório de um ano, permitindo que Balogun atuasse nas oitavas. A decisão veio após o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, telefonar para Gianni Infantino e solicitar a revisão do lance.
Na entrevista coletiva após a partida em Seattle, vencida pelos belgas por 4 x 1, García revelou ter sido procurado pelo jogador ainda no gramado. “Ele veio falar comigo, gostei muito disso. Não é culpa dele. Ele não é o culpado e foi isso que eu disse a ele. Admiro esse jogador”, afirmou o comandante.
Incomodada, a Federação Belga recorreu contra a suspensão do cartão, mas o recurso foi negado pela Fifa. O episódio também gerou repercussão política: Glenn Micaleff, comissário da União Europeia para o Esporte, criticou no X qualquer interferência de líderes políticos em decisões esportivas da Copa do Mundo.
Com o resultado, a Bélgica avançou às quartas de final, enquanto os Estados Unidos se despediram do torneio.
Com informações de Metrópoles

