O atacante Richarlison, do Tottenham, retomou neste sábado (4/7) as críticas à perda de uma mansão avaliada em cerca de R$ 10 milhões, localizada em Angra dos Reis (RJ). Em stories no Instagram, o jogador compartilhou um vídeo publicado pelo senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) que exibia imagens aéreas do imóvel.
Ao republicar o material, o atleta escreveu: “Lugar bonito né? Pois é. Me tomaram”, marcando o perfil do parlamentar.
Investimento contestado
Dias antes, Richarlison já havia comentado o tema na rede social da advogada imobiliária Ana Paula Zantut. Na ocasião, declarou ter desembolsado aproximadamente R$ 10 milhões pela casa, mas afirmou não ter recebido o dinheiro de volta após perder o bem. “Realmente gastei em torno de 10 milhões lá. E simplesmente me tomaram. E estou até hoje sem receber a minha grana”, registrou.
Origem da disputa
A controvérsia envolve a compra da mansão por uma empresa ligada a Richarlison e ao empresário Renato Velasco. Embora a transação tenha sido concluída em cartório, outra companhia alegou posse anterior do imóvel e ingressou na Justiça para garantir esse direito.
O processo passou então a discutir a diferença entre propriedade — título registrado — e posse — ocupação efetiva do bem. A empresa vinculada ao jogador defendeu a aquisição legal da propriedade; o grupo adversário sustentou direitos possessórios anteriores.
Papel de Flávio Bolsonaro
O senador não figura como parte na ação, mas foi arrolado como testemunha pelos advogados de Richarlison. De acordo com os autos, Flávio visitou o imóvel antes da venda e depois retornou ao local acompanhado do advogado Willer Tomaz, seu amigo pessoal. A empresa ligada a Tomaz é a principal interessada nos direitos de posse.
Decisão no STJ
Em 2025, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve decisão favorável à empresa relacionada a Willer Tomaz. O relator, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, avaliou que o recurso apresentado pela parte de Richarlison exigiria reanálise de provas e contratos, o que é vedado nessa instância. Citando as Súmulas 5 e 7 do tribunal, o ministro rejeitou o pedido e consolidou o reconhecimento dos direitos possessórios do grupo adversário, encerrando a discussão no STJ.
Desde então, Richarlison segue alegando prejuízo financeiro e questionando publicamente o desfecho do caso.
Com informações de Metrópoles

