O deputado federal Ricardo Salles (Novo) somou 120.575 votos para o Senado por São Paulo no último domingo (4/10), apesar de ter retirado a candidatura dias antes da eleição. A contagem foi confirmada pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP).
Os votos destinados a Salles foram anulados, pois o tribunal homologou a desistência na sexta-feira (2/10). Mesmo assim, o nome e o número do parlamentar continuaram nas urnas, já que a substituição de candidatos só é permitida até 20 dias antes do pleito — prazo que, este ano, terminou em 14 de setembro. A exceção à regra ocorre apenas em caso de falecimento do concorrente.
Retirada da candidatura
Salles comunicou a saída da corrida eleitoral em 28 de setembro, após reunião com o governador reeleito Tarcísio de Freitas (Republicanos), no centro da capital paulista. Com a decisão, o deputado passou a apoiar Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL) para as duas vagas ao Senado por São Paulo.
Resultado das urnas
Derrite foi eleito com 30,59% dos votos (13.273.880), tornando-se o senador mais votado da história do país e superando o recorde que pertencia a Aloysio Nunes Ferreira desde 2010. André do Prado alcançou 29,28% dos votos (12.703.089), ficando com a segunda maior votação absoluta já registrada.
Justificativa de Salles
Em entrevista antes da conclusão da apuração, Salles negou ter trocado a candidatura por um eventual cargo no segundo mandato de Tarcísio, embora não descarte integrar a gestão futuramente. Segundo o deputado, a desistência visou reduzir a possibilidade de eleição das então candidatas Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede), que terminaram o pleito com 19,23% e 18,12% dos votos, respectivamente.
Durante a pré-campanha, Salles havia feito críticas a André do Prado, chamando-o de “marionete” de Valdemar Costa Neto, presidente do PL. Ao anunciar a retirada, porém, afirmou que diferenças pessoais deveriam ser deixadas de lado diante do cenário político.
Com informações de Metrópoles

