O Partido dos Trabalhadores concluiu neste domingo (26) o 8º Congresso Nacional, em Brasília, com a aprovação do manifesto “Construindo o futuro”, documento que coloca a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2026 como pilar da estratégia política da sigla.
O encontro começou na sexta-feira (24) e reuniu delegados escolhidos pelo diretório nacional para analisar o texto. Lula acompanhou as discussões à distância; ele se recupera de dois procedimentos no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo — a retirada de um câncer de pele no couro cabeludo e uma infiltração no punho para tratar tendinite — e tem retorno a Brasília previsto ainda para este domingo.
Diretrizes do documento
O manifesto apresenta um balanço do atual mandato, que o partido descreve como o governo com “mais entregas da história” após o “projeto de destruição nacional” atribuído à administração anterior. Para sustentar a tese da continuidade em 2026, o texto destaca:
- crescimento da renda da população;
- redução da pobreza;
- expansão do ensino em tempo integral;
- aumento do orçamento da saúde;
- atuação de Lula nas enchentes do Rio Grande do Sul;
- contenção de preços diante de tensões no Oriente Médio.
Sete reformas consideradas “decisivas”
- Política e eleitoral: democratização do poder, soberania popular e revisão das emendas parlamentares;
- Tributária: correção de distorções e financiamento de direitos sociais;
- Tecnológica: soberania digital e regulação de plataformas;
- Poder Judiciário: democratização interna e fortalecimento do Estado de Direito;
- Administrativa: recuperação da capacidade de atuação do Estado;
- Agrária: garantia da soberania alimentar e democratização do campo;
- Comunicação: cumprimento da Constituição quanto à proibição de monopólios.
O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou que a reforma do Judiciário visa aproximar a instituição da sociedade civil e fortalecer a democracia, em contraponto, segundo ele, ao que busca a oposição.
Pautas sociais e soberania
Entre os temas sociais, o partido defende redução da jornada de trabalho, fim da escala 6×1, tarifa zero no transporte público urbano e universalização das creches. O texto também sustenta que o Brasil deve controlar reservas de terras raras para a transição energética, rejeitando o papel de simples exportador de minério.
Cenário internacional e organização interna
No plano externo, o PT critica a “postura agressiva” e o uso de tarifas comerciais por Donald Trump, contrastando com a atuação mediadora do governo Lula. Internamente, a legenda propõe transição geracional permanente, limitação a dois mandatos consecutivos em cada cargo partidário e presença mínima de 50% de mulheres nos órgãos de deliberação.
O documento encerra reafirmando o compromisso com o socialismo e com “um mundo democrático de paz”.
Mensagem de Lula
Em vídeo exibido na sexta-feira (24), Lula elogiou o conteúdo do manifesto e declarou que partido que ocupa o governo “não corre atrás de adversários”. Segundo ele, se a legenda “fizer tudo corretamente”, não perderá a próxima eleição.
Com informações de G1

