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Novo anexo não convence, e PF tende a recusar delação de Daniel Vorcaro

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A Polícia Federal avalia que a segunda tentativa de acordo de colaboração premiada apresentada pelo banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, dificilmente será homologada. O anexo complementar protocolado pela defesa na semana passada não trouxe elementos inéditos que modifiquem a percepção dos investigadores, segundo fontes envolvidas no caso.

A proposta menciona repasses ao senador Ciro Nogueira (PP-PI) e ao filme “Dark Horse”, que aborda o ex-presidente Jair Bolsonaro. Para a PF, entretanto, as informações já eram conhecidas e apareceram mais como justificativa do que como material novo.

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Nos bastidores, permanece a sensação de que Vorcaro tenta resguardar figuras públicas e ainda não disponibilizou fatos considerados decisivos para o avanço das apurações. A defesa tem até o fim desta semana para anexar novos dados e tentar convencer a PF e a Procuradoria-Geral da República (PGR) da utilidade da colaboração.

Couberá ao ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), decidir sobre a homologação. Ele se reuniu com os advogados de Vorcaro na semana passada e deve voltar a recebê-los nos próximos dias.

Fontes da PF relatam que a equipe jurídica do banqueiro manteve reuniões diárias nas duas últimas semanas, algumas com mais de seis horas de duração. A partir de segunda-feira (15), volta a valer o limite de 30 minutos por dia para encontros entre o investigado e seus defensores.

Em maio, a PF já havia rejeitado uma primeira versão da delação. Investigadores reclamaram que o material acrescentava pouco ao que já havia sido apurado e sugeriram que Vorcaro buscava proteger pessoas próximas. A corporação apreendeu mais de oito celulares do banqueiro; a perícia inicial indica suspeitas que vão além de fraudes financeiras, alcançando corrupção, organização criminosa e uso de milícia privada para acessar dados sigilosos e atacar adversários.

As negociações incluem a devolução de recursos. Interlocutores do investigado disseram que o valor oferecido para ressarcimento subiu de R$ 40 bilhões para R$ 60 bilhões caso o acordo seja fechado com a PGR.

Com informações de G1

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