O Ministério da Saúde determinou, em 8 de junho, a suspensão temporária da vacina contra a dengue produzida pelo Instituto Butantan aplicada no Sistema Único de Saúde (SUS). A medida foi tomada após a notificação de eventos adversos graves.
Por que a aplicação foi interrompida?
Desde o início da campanha, cerca de 500 mil pessoas receberam o imunizante. Dentre 42 registros de eventos adversos, três casos foram considerados mais relevantes: duas mortes e uma internação em unidade de terapia intensiva (UTI), seguida de alta. Todos apresentaram sintomas compatíveis com dengue grave poucos dias após a aplicação.
A investigação para definir se há relação entre os casos e a vacina será conduzida por equipes técnicas do Ministério da Saúde, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e do Instituto Butantan.
Orientações para quem já foi vacinado
Autoridades de saúde recomendam que pessoas vacinadas não procurem atendimento apenas por terem recebido a dose. No entanto, é indicado observar o estado geral de saúde, principalmente nos primeiros 21 dias. Deve-se buscar avaliação médica imediata caso surjam:
- Febre persistente;
- Dor abdominal intensa;
- Vômitos repetidos;
- Tontura;
- Sonolência fora do habitual;
- Sangramentos;
- Quadros de desidratação ou piora rápida do estado geral.
No serviço de saúde, o paciente deve informar a data em que recebeu a vacina para facilitar a análise e, se necessário, a notificação do caso.
Reações mais frequentes
De acordo com especialistas, as reações relatadas com maior frequência até o momento são dor, vermelhidão no local da aplicação e febre baixa, sintomas que costumam desaparecer em poucos dias. Eventos adversos após 21 dias da imunização são considerados improváveis, mas qualquer dúvida deve ser comunicada a uma unidade de saúde.
Próximos passos
Enquanto a apuração prossegue, estados e municípios devem manter a aplicação suspensa, reforçar a vigilância de casos suspeitos de dengue e registrar eventos adversos pós-vacinação. A orientação geral de combate à doença continua a mesma: eliminar criadouros do mosquito e procurar atendimento diante de sinais de agravamento.
Com informações de Metrópoles

