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Preço do petróleo sobe mais de 8% e Brent volta a superar US$ 80 diante de nova crise no Estreito de Ormuz

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Os contratos de petróleo registraram forte alta na tarde desta segunda-feira, 13 de julho de 2026, impulsionados pela escalada de atritos entre Estados Unidos e Irã em torno do Estreito de Ormuz.

Brent e WTI saltam acima de 8%

Por volta das 14h50 (horário de Brasília), o Brent para setembro ganhava 8,22%, cotado a US$ 82,25 o barril na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres. No mesmo momento, o WTI para agosto avançava 8,19%, a US$ 77,31 na New York Mercantile Exchange (Nymex).

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Disputa pelo controle da principal rota marítima

O movimento de compra foi desencadeado depois de mais um fim de semana marcado por ataques com mísseis e drones entre Washington e Teerã e pela discussão sobre quem controla o Estreito de Ormuz, por onde transita cerca de 20% do petróleo mundial.

No início da tarde, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que o país restabelecerá o bloqueio ao transporte marítimo iraniano no Golfo Pérsico e garantirá a livre passagem pelo Estreito de Ormuz “mediante pagamento”. Em entrevista ao programa Fox & Friends, Trump disse que os EUA devem “assumir o controle” da via estratégica e serem “reembolsados” pelos custos de proteção.

De acordo com o portal Axios, a medida ainda aguarda trâmites legais que exigem aviso prévio de 24 horas aos proprietários de embarcações. A responsabilidade de anunciar o momento exato da retomada do bloqueio caberá ao Comando Central dos EUA (Centcom).

Irã fechou o estreito no fim de semana

No sábado, 11 de julho, o governo iraniano informou ter fechado o Estreito após efetuar um tiro de advertência contra um navio que navegava fora da rota autorizada. Uma segunda embarcação foi imobilizada no dia seguinte, aprofundando a tensão regional.

A incerteza sobre o fluxo de petróleo pelo corredor marítimo, somada à possibilidade de interrupções na oferta, levou investidores a elevarem suas apostas nos contratos futuros das principais referências internacionais.

Com informações de Money Times

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