','

'); } ?>

Pequenos comércios viram pontos de retirada e impulsionam logística do e-commerce

Publicidade

O crescimento das compras on-line tem transformado chaveiros, papelarias, distribuidoras de bebidas e outros pequenos estabelecimentos em peças-chave da logística do comércio eletrônico. Grandes marketplaces estão cadastrando esses negócios para funcionar como pontos de retirada, coleta, devolução e até entregas de última milha, oferecendo nova fonte de renda aos empreendedores e maior capilaridade às plataformas.

Mercado em expansão

De acordo com a Associação Brasileira de Inteligência Artificial e E-commerce (Abiacom), o e-commerce brasileiro movimentou R$ 235,5 bilhões em 2023, alta de 15,3% em relação a 2022. A previsão para 2024 é de R$ 259 bilhões.

Publicidade

Magazine Luiza

A rede mantém 1.600 pontos de retirada no país. Enquanto 1.245 correspondem às próprias lojas, outros 355 fazem parte da Agência Magalu Entregas e são operados por pequenos negócios parceiros.

Shopee

A plataforma conta com cerca de 3 mil Agências Shopee em mais de 800 cidades brasileiras. Somente no Rio de Janeiro são mais de 500 unidades, das quais 90% pertencem a micro e pequenos comerciantes. “Ao ampliar a rede, ganhamos capilaridade e geramos fluxo extra de clientes aos estabelecimentos”, afirma Tiago Freddi, head de Logística da empresa.

Casos no Rio de Janeiro

Na Cidade Nova, centro do Rio, a Papelaria Ponto BR de Edson Batista, 37 anos, atende seis marketplaces, incluindo Shopee e Mercado Livre. Cerca de 200 pessoas passam diariamente pelo local para retirar encomendas, e parte delas aproveita para comprar material de papelaria.

Na Tijuca, Zona Norte, Lucas Alves, 31 anos, transformou a Matoso Papelaria em ponto de apoio do Mercado Livre. O espaço oferece retirada, devolução e coleta por entregadores cadastrados. “Aumentei a visibilidade e o faturamento; vou manter a papelaria, mas não abro mão do serviço de retirada”, diz.

Programas de entregadores parceiros

A Amazon opera o Amazon Hub Delivery, que integra pequenas e médias empresas à sua rede. Segundo a companhia, cada parceiro pode obter até R$ 30 mil por ano em renda adicional, dependendo do volume distribuído.

Na Shopee, mais de 45 mil motoristas — de aplicativo ou com veículo próprio — atuam nas entregas. O Magalu também permite que interessados utilizem o próprio carro para trabalhar com o Magalog, braço logístico da varejista. “Precisamos de uma infraestrutura ampla para entregar rápido e com menor custo em um país de dimensões continentais”, diz Talita Paschoini, diretora de Marketplace e Tecnologia do Magalu Entregas.

Para especialistas, a aproximação dos produtos dos consumidores finais reduz prazos, eleva a competitividade dos marketplaces e, ao mesmo tempo, cria fluxo adicional e receita complementar para pequenos comerciantes.

Com informações de InfoMoney

Publicidade

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *