O contrato de ouro mais negociado na Comex, divisão de metais da Bolsa de Nova York (Nymex), encerrou esta terça-feira, 14 de julho de 2026, em alta de 1,60%, cotado a US$ 4.069,70 por onça-troy. O ganho recompôs parte das perdas registradas na véspera.
A valorização foi impulsionada pelos dados do Índice de Preços ao Consumidor (CPI) dos Estados Unidos, que mostraram recuo acima do esperado na comparação mensal e desaceleração na base anual. A leitura mais branda da inflação derrubou os rendimentos dos Treasuries e enfraqueceu o dólar, cenário que normalmente favorece o metal precioso.
No mesmo pregão, a prata para entrega em setembro avançou 1,95%, para US$ 59,104 por onça-troy.
Perspectiva para a política monetária
Com o resultado do CPI, as apostas de que o Federal Reserve elevará os juros já em setembro diminuíram, embora sigam maioria. O Bank of America classificou o dado como pontual e lembrou que a inflação continua bem acima da meta do Fed. A Capital Economics manteve a projeção de um aumento de juros ainda em 2026. Após a divulgação, o presidente do Fed, Kevin Warsh, reiterou o compromisso de conter a alta de preços.
Fatores geopolíticos e energia
O mercado também acompanhou as tensões entre Estados Unidos e Irã, que voltaram a trocar acusações durante a noite, movimento que sustentou as cotações do petróleo. Mais cedo, o presidente norte-americano, Donald Trump, declarou que pretende substituir a cobrança de pedágio por acordos comerciais, o que reduziu parte do avanço da commodity e amenizou preocupações inflacionárias.
Visão de longo prazo
De acordo com o Swissquote, a persistência de preços elevados de energia pode levar alguns bancos centrais a vender reservas de ouro para estabilizar suas moedas, limitando o comportamento de “porto seguro” do metal observado nos primeiros meses do conflito. Ainda assim, a instituição acredita que a tendência de longo prazo permanece positiva e vê eventuais recuos como oportunidade para investidores posicionados no ouro.
Com informações de Money Times

