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Oferta restrita mantém valores do feijão firmes no país

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O mercado brasileiro de feijão encerrou a semana de 10 de julho de 2026 com preços elevados, sustentados pela limitação de lotes de maior qualidade e por negociações cada vez mais técnicas entre produtores, compradores e indústria, aponta a consultoria Safras & Mercado.

Feijão carioca permanece valorizado

No segmento de feijão carioca, a pouca disponibilidade de grãos premium segue como principal fator de sustentação das cotações. Mesmo com o menor número de negócios provocado pelo feriado da Revolução Constitucionalista em São Paulo, os valores não cederam.

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Para lotes Extra, as referências CIF São Paulo ficaram entre R$ 400 e R$ 440 por saca. Pedidas para nota 9 giraram em torno de R$ 430, enquanto para nota 10 se aproximaram de R$ 445.

A terceira safra 2025/26 começa a colocar no mercado feijões de melhor padrão, porém ainda sem excedentes capazes de pressionar as cotações.

Qualidade determina preço no mercado comercial

Lotes classificados como notas 7,5 e 8 concentram a liquidez, e fatores como uniformidade dos grãos, origem, índice de defeitos e rendimento industrial continuam a definir os preços. A oferta desses feijões mostra queda gradual, ao passo que os primeiros lotes irrigados recebem boa procura das indústrias.

No mercado FOB, o interior paulista segue como principal referência, acompanhado por Noroeste de Minas Gerais, Triângulo Mineiro e Goiás.

Feijão preto apresenta estabilidade

O feijão preto registrou semana de preços estáveis, com liquidez moderada e escoamento gradual. Compradores mantêm postura disciplinada, enquanto produtores seguem firmes nas pedidas devido à menor oferta de lotes superiores.

No FOB, as principais cotações foram:

  • Interior de São Paulo: até R$ 247 por saca;
  • Noroeste do Rio Grande do Sul: cerca de R$ 230 por saca;
  • Sul do Paraná: em torno de R$ 208 por saca;
  • Oeste de Santa Catarina: aproximadamente R$ 198 por saca.

Menor produção no Paraná sustenta o feijão preto

A segunda safra 2025/26 no Paraná sofreu corte de área de 34 % e queda de produção estimada em 37 % por problemas climáticos, fator que reforça a perspectiva de oferta limitada no decorrer do ciclo de comercialização.

Perspectivas

Para as próximas semanas, o mercado deve continuar sustentado. No feijão carioca, a escassez de lotes de alta qualidade tende a manter os preços firmes; no feijão preto, o equilíbrio entre oferta reduzida e demanda regular limita recuos. A velocidade das negociações, a chegada de novos lotes e as compras da indústria serão os principais pontos de atenção.

Com informações de Portal do Agronegócio

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