O mercado de carne de frango no Brasil fechou a semana até 10 de julho com sinais opostos. No mercado interno, o excesso de aves prontas para o abate pressionou as cotações do animal vivo. Já no front externo, as exportações começaram o mês em ritmo acelerado, sustentando expectativas positivas para o setor.
Queda nas principais praças produtoras
Segundo levantamento da Safras & Mercado, as regiões com maior recuo nos preços do frango vivo foram:
- Mato Grosso do Sul: de R$ 5,20 para R$ 4,85/kg;
- Goiás: de R$ 5,30 para R$ 4,85/kg;
- Minas Gerais: de R$ 5,30 para R$ 4,90/kg;
- Distrito Federal: de R$ 5,25 para R$ 4,90/kg.
Outras localidades permaneceram estáveis, com valores de referência em: São Paulo (R$ 5,20/kg), Rio Grande do Sul e Santa Catarina em sistema de integração (R$ 4,75/kg), Oeste do Paraná (R$ 4,60/kg), Ceará (R$ 6,80/kg), Pernambuco (R$ 7,00/kg) e Pará (R$ 7,20/kg).
Analistas veem possibilidade de recuperação gradual dos preços caso o alojamento de pintos seja reduzido nos próximos meses, equilibrando oferta e demanda.
Atacado sem oscilações significativas
No atacado paulista, os valores permaneceram praticamente inalterados durante a semana:
- Peito congelado: R$ 8,50/kg;
- Coxa congelada: R$ 6,90/kg;
- Asa congelada: R$ 11,00/kg.
Na distribuição, as cotações seguiram em R$ 8,70/kg para o peito, R$ 7,10/kg para a coxa e R$ 11,25/kg para a asa. Entre os produtos resfriados, o peito ficou em R$ 8,60/kg, a coxa em R$ 7,00/kg e a asa em R$ 11,10/kg. A chegada dos salários da primeira quinzena tende a impulsionar a reposição de estoques nas próximas semanas.
Custos de produção continuam favoráveis
Preços competitivos de milho e farelo de soja mantêm a ração em patamar atractivo, o que ameniza a pressão da queda nas cotações do frango vivo e dá suporte às margens de integrados e independentes.
Status sanitário reforça competitividade
Sem registros de Influenza Aviária na produção comercial, o Brasil preserva acesso aos principais compradores globais. A ocorrência da doença em concorrentes internacionais pode ampliar ainda mais o espaço para a carne de frango brasileira.
Exportações disparam no início de julho
Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que, nos seis primeiros dias úteis de julho, o país embarcou 75,297 mil toneladas de carne de aves e miúdos comestíveis, com receita de US$ 152,223 milhões.
Os indicadores apontam média diária de US$ 50,741 milhões e volume médio de 25,099 mil toneladas, a um preço médio de US$ 2.021,60 por tonelada.
Na comparação com igual período de julho de 2025, houve crescimento de 71,2% na receita diária, avanço de 53,7% no volume e valorização de 11,3% no preço médio.
Com oferta interna elevada, custos de produção controlados e demanda externa robusta, a avicultura brasileira inicia o segundo semestre em cenário de fundamentos sólidos.
Com informações de Portal do Agronegócio

