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Lula defende liberdade de posicionamento político e elogia Pedro Sánchez por barrar uso de bases espanholas em possível ataque dos EUA ao Irã

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste sábado, 18 de abril de 2026, que “ninguém precisa ter vergonha de ser progressista ou de ser de esquerda” quando o debate ocorre dentro das regras democráticas. A declaração foi feita em Barcelona, durante a 1ª Reunião Mobilização Progressista Global.

Lula aproveitou o evento para elogiar o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez. Segundo o presidente brasileiro, o líder socialista “teve coragem” ao negar autorização para que aviões de guerra dos Estados Unidos decolassem de bases espanholas rumo a um eventual ataque ao Irã. O impasse ocorreu no mês passado, quando o governo norte-americano, comandado por Donald Trump, pressionou Madri a participar da operação militar. A recusa espanhola levou Trump a ameaçar retaliações comerciais contra o país europeu.

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Em discurso marcado por críticas à extrema-direita e por um “mea culpa” dirigido ao campo progressista, Lula disse que o projeto neoliberal “prometeu prosperidade e entregou fome, desigualdade e insegurança”, desencadeando sucessivas crises econômicas. Para ele, governantes de esquerda que adotam políticas de austeridade e “abrem mão de políticas públicas em nome da governabilidade” acabam se tornando parte do sistema que dizem combater.

O presidente argumentou que a extrema-direita soube explorar o descontentamento popular provocado pelas promessas não cumpridas do neoliberalismo, “canalizando a frustração das pessoas inventando mentiras e mais mentiras”. Lula também condenou a meritocracia e o acúmulo de riqueza nas mãos de bilionários, alertando para riscos ao regime democrático. Como exemplo, mencionou o episódio da prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, que classificou como um sinal do avanço dessas forças antidemocráticas.

Antes do fórum progressista, Lula participou da 4ª Reunião de Alto Nível do Fórum Democracia Sempre, também na capital catalã, onde condenou guerras e invasões promovidas por líderes mundiais. A passagem pela Espanha integra uma viagem pela Europa que inclui compromissos na Alemanha e em Portugal.

Com informações de G1

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