O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda não definiu quem ocupará a Secretaria de Relações Institucionais depois da saída de Gleisi Hoffmann, exonerada no sábado (4) para disputar uma vaga no Senado. A decisão é considerada urgente, mas a principal disputa no Congresso neste ano está centrada na aprovação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF), escolha que depende diretamente da articulação do próprio presidente.
Messias, atual advogado-geral da União, precisa do aval da maioria dos senadores para suceder Luís Roberto Barroso na Corte. Aliados de Lula avaliam que, diante dessa prioridade, o novo articulador deve ter bom trânsito no Senado, onde também tramita a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública — outro item estratégico para o Palácio do Planalto.
Convite a Wellington Dias
Lula chegou a convidar o ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, para trocar de pasta e assumir a coordenação política, mas o martelo ainda não foi batido. Até a nomeação, a articulação segue sem titular definido.
Debates na Câmara
Na Câmara dos Deputados, o tema em destaque é o projeto que extingue a escala de trabalho 6×1. O governo negocia a votação com o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), e estuda enviar um projeto de lei com pedido de urgência caso o acordo não avance.
Relação com o Senado
Segundo assessores presidenciais, fora a sabatina de Messias, não há matérias consideradas essenciais em tramitação no Legislativo. Lula deve retomar conversas com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para tratar do andamento da indicação. O momento em que Alcolumbre encaminhar o nome de Messias à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) servirá como termômetro da relação entre o chefe do Executivo e o comando da Casa. Atrasos poderão indicar insatisfação do senador com o governo federal.
Enquanto aguarda a definição do novo articulador político, o Planalto concentra esforços na construção de apoio a Jorge Messias e na negociação das pautas que tramitam no Senado.
Com informações de G1

