O juiz Daniel Rafecas, da 3ª Vara Federal de Buenos Aires, autorizou que o brasileiro Wellington Firmino permaneça, de forma provisória, em um novo endereço na capital argentina enquanto cumpre prisão domiciliar.
Firmino, motoboy condenado a 17 anos de reclusão pela Justiça brasileira por envolvimento nos ataques de 8 de janeiro de 2023, deixou o apartamento onde residia sem autorização prévia. A mudança contrariou decisão anterior do magistrado e poderia resultar em sua prisão por descumprir a área delimitada pela tornozeleira eletrônica.
Após fugir para a Argentina em 2024, o réu foi preso em novembro do mesmo ano, quando tentava escapar para os Estados Unidos. Em dezembro de 2025, obteve o benefício da prisão domiciliar enquanto o governo argentino decide sobre a extradição solicitada pelo Brasil.
Na decisão divulgada, Rafecas determinou que o Departamento de Apoio a Pessoas sob Vigilância Eletrônica (DAPVE) avalie se o novo imóvel oferece condições técnicas e socioambientais adequadas para o monitoramento por tornozeleira. O juiz ressaltou que, em situação normal, qualquer mudança de domicílio deve ser autorizada previamente pela Justiça e passar pela análise do DAPVE, mas classificou a permissão atual como “solução excepcional” para evitar um possível despejo.
O magistrado também autorizou, de forma temporária, a indicação de um novo tutor para Firmino, requisito obrigatório na Argentina para quem cumpre pena em casa. Rafecas advertiu que futuras alterações de endereço ou de responsável só poderão ocorrer com a aprovação dele e do DAPVE; caso contrário, o condenado poderá perder o benefício e ser transferido para o Complexo Penitenciário de Ezeiza.
Segundo o despacho, Firmino comunicou às autoridades de monitoramento a mudança, forneceu o novo endereço e manteve a tornozeleira funcionando corretamente. Para o juiz, exigir a conclusão do laudo do DAPVE antes de autorizar a permanência no local significaria “ignorar uma situação de fato já consolidada”.
Com informações de Metrópoles

