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Jaques Wagner buscou André Mendonça antes da 9ª fase da Operação Compliance Zero

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Dias antes de ser o principal alvo da nona fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, o senador Jaques Wagner (PT-BA) reuniu-se com o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), para explicar sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do liquidado Banco Master.

O encontro ocorreu cerca de uma semana antes da deflagração da operação, realizada em 30 de junho de 2026, que cumpriu mandados de busca e apreensão nos endereços do parlamentar em Brasília e em Salvador. Nessas diligências, agentes da PF apreenderam o equivalente a R$ 471 mil em notas de dólar e euro.

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Investigação sobre vantagens ao Banco Master

As investigações apontam que Wagner teria recebido benefícios financeiros para atuar, no Congresso, em favor de Vorcaro. Segundo decisão de Mendonça que autorizou a operação, o empresário Augusto Lima — ex-sócio de Vorcaro — funcionava como intermediário entre o senador e o banqueiro em temas estratégicos, como:

  • articulação para instalação de uma CPI;
  • tentativa de venda do Banco Master ao Banco de Brasília (BRB), barrada posteriormente pelo Banco Central;
  • defesa da implantação do Credcesta na Bahia.

Fontes ligadas à apuração afirmam que outras pessoas do governo também procuraram Mendonça para falar do avanço das investigações, o que aumentou a desconfiança da PF.

Pagamentos, viagens e imóvel

De acordo com a Polícia Federal, Wagner teria recebido repasses do Banco Master por meio da empresa de sua nora, Bonnie de Bonilha, realizado viagens frequentes em aeronaves de companhias ligadas a Vorcaro e sido beneficiado com um apartamento em Salvador, avaliado em R$ 2,45 milhões. Após a operação, o senador reconheceu que o imóvel foi comprado por Augusto Lima, mas alegou que seria destinado à sua filha.

A PF também destaca a participação de Lima, em 2018, nas articulações para a privatização da Empresa Baiana de Alimentos (Ebal), quando Wagner integrava o governo da Bahia. Após o fracasso do primeiro leilão, o empresário sugeriu incluir um cartão de benefícios consignado no edital, dando origem ao Credcesta, posteriormente vinculado ao Banco Master.

Defesa do senador

Sobre o dinheiro apreendido em suas residências, Jaques Wagner declarou que os valores correspondem a diárias de viagem pagas pelo Senado e à compra legal de moeda estrangeira.

Com informações de Gazeta do Povo

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