Integrantes da força-tarefa que acompanha a colaboração premiada do banqueiro Daniel Vorcaro afirmam que pessoas próximas ao empresário articulam para minimizar o papel do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, relator responsável por decidir sobre a homologação do acordo.
De acordo com fontes ouvidas pela reportagem, o movimento busca, em última instância, transferir a discussão para a Segunda Turma do STF caso Mendonça opte por não chancelar a delação. O colegiado é formado por Gilmar Mendes (presidente), Dias Toffoli, Luiz Fux, Nunes Marques e o próprio André Mendonça.
Investigadores comparam a ofensiva ao cenário observado após a Operação Lava Jato, quando decisões judiciais passaram a ser alvo de embates políticos e institucionais. Para eles, o caso Vorcaro já ultrapassou a dimensão exclusivamente jurídica, abrindo espaço para disputa de narrativas, pressões externas e tentativas de influenciar os rumos das apurações.
Até o momento, não há definição sobre quando o relator deverá se pronunciar sobre a homologação.
Com informações de G1

