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Inteligência artificial avança nas incorporadoras e redefine rotinas do setor imobiliário

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O uso de inteligência artificial (IA) deixou de ser promessa e já provoca mudanças profundas na operação de incorporadoras, imobiliárias e plataformas digitais no Brasil. A adoção da tecnologia ganhou força no segundo semestre de 2025, quando a digitalização das empresas e o interesse do público aceleraram a maturidade das soluções disponíveis.

Dados do mercado

Levantamento conduzido pela Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (ABRAINC) em parceria com a Brain Inteligência Estratégica mostra que 19% das companhias do ramo já utilizam algum recurso de IA. Entre as entrevistadas, 83% enxergam impactos positivos nos negócios.

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Aplicações em expansão

As ferramentas mais difundidas atuam na triagem de leads, análise de crédito, avaliação de risco e atendimento automatizado. Entretanto, especialistas apontam que o maior salto ocorre dentro das incorporadoras, onde processos operacionais — tradicionalmente manuais e dependentes de sistemas complexos — começam a ser conduzidos por agentes conversacionais.

Camada inteligente sobre os sistemas

A proposta é interpor uma interface em linguagem natural entre o colaborador e o ERP. Com isso, tarefas como abertura de pedidos de compra, registro de notas fiscais e aprovação de contratos podem ser feitas via aplicativos de mensagem. O agente virtual coleta informações, verifica orçamentos, preenche formulários e dispara alertas preventivos quando identifica inconsistências.

Ganho de produtividade

Ao assumir tarefas repetitivas, a IA libera equipes para funções analíticas e decisões estratégicas. Engenheiros deixam de gastar horas com lançamentos de medições, gestores reduzem o tempo gasto em aprovações e o departamento financeiro obtém respostas em segundos, sem pesquisas manuais.

Perspectivas para 2026

Para Evandro Rodrigues, CEO da BE, A Moradia do Futuro, 2026 marcará a diferença entre empresas que escalam ao redesenhar processos com agentes inteligentes e aquelas que permanecem presas a fluxos burocráticos. A expectativa é de que a redução de atritos internos resulte em obras mais rápidas, menor índice de erros e decisões baseadas em dados em tempo real.

Com informações de Exame

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