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Especialistas alertam para custos e riscos da inteligência artificial no setor financeiro

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O avanço acelerado da inteligência artificial (IA) entre empresas do mercado financeiro tem elevado a pressão sobre orçamentos e exigido maior capacidade analítica das equipes, apontaram executivos durante o painel “IA e Dados de Mercado”, realizado na Expert XP.

Participaram do debate Gabriel Santos, superintendente de tecnologia da XP Inc., e Marcos Boscheti, CEO e cofundador da Nelogica, sob mediação de Roberto Indech, head de Relações Institucionais de Renda Variável da XP Inc.

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Gastos crescem com adoção de novas aplicações

Santos ressaltou que cada nova aplicação de IA demanda recursos adicionais, o que pode exaurir o orçamento antes da entrega de resultados caso não haja prioridade clara, métricas e controle. “Sem dúvida, o maior custo é o da gestão”, afirmou, mencionando o conceito de “token economics” para monitorar o uso de processamento.

Boscheti advertiu que parte significativa dos gastos já se concentra na verificação de códigos, análises e ações geradas por sistemas autônomos, etapa indispensável para evitar erros em série.

Medição de impacto segue desafio

Mesmo quando a IA reduz tempo de execução, as companhias precisam provar como essa velocidade se traduz em receita, eficiência ou qualidade. Caso contrário, a ferramenta corre o risco de permanecer como mera conveniência, observou Santos.

Governança e segurança de dados

O compartilhamento de informações sensíveis com modelos de IA aumentou a preocupação com governança. Sem controles rigorosos, há risco de exposição inadequada de dados de clientes ou uso fora do escopo original.

Outro ponto crítico é o viés ou “alucinações” produzidas pelos modelos, que podem ser incorporadas a versões futuras se não houver monitoramento da qualidade das informações de treinamento.

Dependência excessiva e importância das pessoas

Santos alertou que respostas convincentes geradas pela IA podem ser aceitas sem questionamento, levando a decisões equivocadas. Para ele, a habilidade analítica dos profissionais tende a se valorizar justamente para filtrar essa produção automática.

Na avaliação de Boscheti, a tecnologia deixa de ser diferencial competitivo isolado. “As melhores pessoas constroem o resto”, resumiu, indicando que a qualidade dos times continuará a determinar o sucesso dos projetos de IA.

Com informações de InfoMoney

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