O ex-presidente Jair Bolsonaro, em prisão domiciliar desde 27 de março, segue necessitando de acompanhamento médico constante, segundo a médica Raissa Soares. Em entrevista ao programa Café com a Gazeta, a profissional detalhou as complicações que ainda afetam o paciente e classificou como “excesso” a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que negou, na quarta-feira (15), a inclusão do cunhado de Bolsonaro, Carlos Eduardo Antunes Torres, como cuidador oficial.
Internação prévia e monitoramento contínuo
Raissa lembrou que o ex-presidente passou por uma internação em UTI em razão de uma pneumonia aspirativa e ressaltou que o quadro exige avaliação frequente. “Ele precisa de cuidados de recuperação”, afirmou. Segundo a médica, o procedimento hospitalar e a infecção a que Bolsonaro foi submetido requerem acompanhamento para evitar novos danos.
Complicações recorrentes
Entre os problemas descritos, Raissa destacou um quadro de soluço refratário associado a refluxo. De acordo com ela, esse tipo de soluço é contínuo e favorece o retorno do conteúdo ácido do estômago, que, quando aspirado, pode provocar pneumonia. A médica também citou alterações na flora intestinal, disbiose e distensão abdominal, fatores que já motivaram várias idas do ex-presidente ao pronto-socorro.
Efeitos da facada de 2018
Para a profissional, a situação de saúde de Bolsonaro foi agravada pelas sequelas da facada sofrida durante a campanha eleitoral de 2018. “Quando alguém desmerece isso, desmerece por falta de compaixão, humanidade e respeito a uma pessoa mais velha e ex-presidente”, declarou.
Bolsonaro cumpre prisão domiciliar por 90 dias em sua residência em Brasília. Apesar de relatos de melhora, Raissa reforça que a condição clínica inspira “cuidados reais” e que a presença de um cuidador é fundamental para a recuperação.
Com informações de Gazeta do Povo

