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Governo aposta em aprovação no Senado da PEC que reduz jornada e extingue escala 6×1 até junho

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Brasília – O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, afirmou nesta quinta-feira (28) que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que estabelece jornada máxima de 40 horas semanais e garante duas folgas por semana deve ser apreciada pelo Senado e promulgada pelo Congresso ainda no primeiro semestre.

O texto foi aprovado pela Câmara dos Deputados na noite de quarta-feira (27) com 472 votos a 22, em primeiro turno, e 461 a 19, no segundo. Agora, segue para análise dos senadores, onde precisa de, pelo menos, 49 votos favoráveis em dois turnos.

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“Se o Senado der prioridade semelhante à da Câmara, 30 dias são suficientes”, declarou Marinho, durante entrevista coletiva sobre os dados de emprego de abril.

Transição em duas etapas

A proposta altera o capítulo dos Direitos e Garantias Fundamentais da Constituição. O texto fixa o limite de oito horas diárias e 40 horas semanais, admitindo compensação ou redução mediante acordo ou convenção coletiva.

A implantação ocorrerá em duas fases:

  • diminuição de duas horas da jornada até dois meses após a promulgação;
  • redução das duas horas restantes em até 12 meses depois da primeira etapa.

Fim da escala 6×1

A PEC determina o término da escala 6×1, passando a exigir pelo menos duas folgas remuneradas por semana – preferencialmente aos domingos. A mudança entra em vigor 60 dias depois da promulgação.

Passado esse prazo, convenções ou acordos que contrariem a nova jornada perderão validade automaticamente, obrigando empresas e sindicatos a renegociar cláusulas trabalhistas.

Governo e sociedade

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou a aprovação na Câmara como “conquista extraordinária da sociedade brasileira”. Segundo Marinho, mulheres e jovens lideram a mobilização em torno do tema, e o Senado estaria “sensível” às demandas.

Não há data definida para a votação, mas o governo trabalha para que o processo seja concluído até o fim de junho.

Com informações de G1

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