','

'); } ?>

Flávio Bolsonaro reforça tom religioso na pré-campanha e mira fidelidade do eleitor evangélico

Publicidade

Brasília – O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato ao Palácio do Planalto em 2026, intensificou a linguagem religiosa em seus discursos públicos para consolidar o apoio da base evangélica. A estratégia ganhou visibilidade nesta quinta-feira (5), com a participação do parlamentar na Marcha para Jesus, em São Paulo.

No trio elétrico do evento, Flávio esteve ao lado do governador paulista, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e do prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB). Também integrou o grupo o advogado-geral da União, Jorge Messias, cuja indicação ao Supremo Tribunal Federal foi rejeitada pelo Senado.

Publicidade

Religião como pilar da comunicação

Nas últimas semanas, a equipe do PL elevou a presença de referências bíblicas nas redes sociais do senador. Vídeos mostram Flávio em cultos, citando passagens das Escrituras e relacionando sua trajetória política a conceitos como “missão” e “batalha espiritual”. Em uma das gravações, ele afirma que sua “força para enfrentar adversidades” vem da fé e descreve a disputa eleitoral como “batalha espiritual”.

O discurso também passou a opor sua imagem à do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em uma publicação, o pré-candidato afirmou que, enquanto Lula estaria “ao lado do diabo”, ele se coloca “com Deus”.

Levantamento aponta vantagem entre evangélicos

Pesquisa Meio/Ideia, realizada de 23 a 27 de maio com 1.500 entrevistados, indica que, em eventual segundo turno contra Lula, Flávio detém 66,6% das intenções de voto entre evangélicos, enquanto o petista soma 22,9%. O levantamento, registrado no TSE sob o número BR-02918/2026, apresenta margem de erro de 2,5 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.

O estudo mostra ainda que 74,1% dos eleitores evangélicos consideram que Lula “não merece” novo mandato. A avaliação positiva do governo entre esse público é de 23,3% (15,8% ótimo e 7,5% bom), enquanto a negativa atinge 48,3% (23,3% péssimo e 25% ruim).

Herdeiro do legado bolsonarista

Para o teólogo Dione Caruzo, que pesquisa a interface entre religião e política há mais de 30 anos, Flávio é visto em diversos púlpitos como sucessor simbólico do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo ele, reafirmar valores cristãos ajuda a manter coesa a base conservadora em momentos de desgaste político.

Movimento do governo Lula

Enquanto o senador estreita laços com pastores, o Planalto busca reduzir a resistência no segmento. Presbítero batista, Jorge Messias participa da Marcha para Jesus pelo quarto ano consecutivo como emissário do presidente. Em 2023, o ministro foi vaiado ao citar Lula, mas o governo manteve sua presença no evento para tentar aproximar-se do eleitorado evangélico.

A Marcha para Jesus, criada em 1993 pela Igreja Renascer em Cristo, é hoje um dos maiores encontros religiosos do país, reunindo líderes de diversas denominações e servindo como vitrine para figuras públicas interessadas em dialogar com o segmento.

Com o fortalecimento do discurso religioso, a campanha de Flávio busca garantir a fidelidade de um grupo considerado determinante para o resultado das urnas em 2026.

Com informações de Gazeta do Povo

Publicidade

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *