Os principais portos do Brasil mantêm forte movimentação para o carregamento de açúcar, mesmo diante da desaceleração das exportações registrada no início de julho. Levantamento do line-up até 1º de julho indica 50 navios à espera de embarque, com programação para transportar 2,176 milhões de toneladas do produto, volume ligeiramente abaixo das 2,213 milhões de toneladas previstas na semana anterior.
Porto de Santos responde por quase 80% do total
O Porto de Santos (SP) concentra a maior parte da carga, com 1,707 milhão de toneladas programadas. Em seguida aparecem:
Paranaguá (PR): 431,2 mil t
Maceió (AL): 31,3 mil t
Recife (PE): 7,3 mil t
O line-up considera navios já atracados, fundeados ou com chegada prevista até 10 de agosto.
VHP domina a lista de produtos
Entre os tipos de açúcar, o VHP (Very High Polarization) permanece majoritário, respondendo por 1,981 milhão de toneladas. A programação ainda inclui:
Açúcar TBC: 137 mil t
Cristal B-150: 25 mil t
Refinado A-45: 7,3 mil t
VHP ensacado: 26 mil t
Exportações recuam no começo de julho
Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram enfraquecimento nas vendas externas nos três primeiros dias úteis de julho. O país embarcou 223,9 mil toneladas, gerando US$ 82,2 milhões.
A média diária ficou em 74,6 mil t e US$ 27,4 milhões, com preço médio de US$ 367,20 por tonelada.
Comparação anual aponta forte desaceleração
Na comparação com julho de 2025, houve queda de 57,2% na receita média diária, recuo de 52,2% no volume embarcado e redução de 10,6% no preço médio (que naquela ocasião era de US$ 410,70 por tonelada). Em julho de 2025, a média diária alcançava 156 mil t e US$ 64,1 milhões.
Apesar do início mais lento no mês, o elevado volume na fila de embarque reforça a liderança do Brasil no mercado global de açúcar durante a safra 2026/27.
Com informações de Portal do Agronegócio

