O Departamento de Estado dos Estados Unidos propôs a destinação de aproximadamente US$ 1,2 bilhão a iniciativas globais de enfrentamento ao narcotráfico, reservando metade desse valor para ações no hemisfério ocidental. A medida, apresentada em 10 de junho de 2026, prevê parcerias com países da região, inclusive o Brasil.
Na proposta, as facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) foram incluídas na lista de organizações criminosas transnacionais consideradas prioritárias por Washington. A classificação abre caminho para cooperação em treinamentos policiais, intercâmbio de informações e iniciativas contra lavagem de dinheiro.
O plano norte-americano tem como meta frear a circulação de drogas como fentanil e cocaína. Autoridades dos EUA argumentam que a repressão conjunta é necessária diante do crescimento do tráfico na América Latina e de suas repercussões no mercado norte-americano.
A proposta, contudo, suscita discussões sobre soberania nacional e cooperação jurídica internacional. Questionamentos semelhantes já marcaram a relação entre os Estados Unidos e o México, após divergências diplomáticas envolvendo ações antidrogas conduzidas pelos norte-americanos em território mexicano.
No Brasil, o tema ganha força em meio a pesquisas que indicam apoio majoritário da população a medidas mais duras contra o crime organizado. Para especialistas em segurança pública, a oferta de assistência externa reforça a importância estratégica da cooperação regional no combate às facções.
O Departamento de Estado ainda não detalhou o cronograma de liberação dos recursos nem as modalidades específicas de participação brasileira no programa.
Com informações de Gazeta do Povo

