O economista Robin Brooks, pesquisador sênior da Brookings Institution e ex-economista-chefe do Instituto de Finanças Internacionais (IIF), defendeu que os Estados Unidos restabeleçam imediatamente o bloqueio às exportações de petróleo do Irã. A avaliação consta de relatório divulgado neste domingo, 12 de julho de 2026.
Segundo Brooks, a suspensão das sanções permitiu que Teerã arrecadasse recursos significativos enquanto retomava ataques a embarcações no Estreito de Ormuz e endurecia sua postura nas negociações de paz. “O cenário atual repete o período anterior ao bloqueio, quando o Irã limitava a passagem de petroleiros ocidentais e, ao mesmo tempo, continuava a exportar com seus próprios navios”, escreveu.
Exportações e impacto no mercado
O economista estima que, desde o fim das restrições, o Irã embarcou entre 70 milhões e 80 milhões de barris, volume que, na visão dele, financia operações militares e amplia a capacidade de pressionar o tráfego marítimo na região. Para Brooks, o bloqueio tem efeito cumulativo sobre a infraestrutura petrolífera iraniana e deve ser retomado “o quanto antes”.
Brooks acrescentou que o barril do Brent, negociado entre US$ 75 e US$ 76, ainda não reflete o nível de risco geopolítico atual. Ele considera mais adequado um intervalo entre US$ 80 e US$ 90.
Propostas de restrição
Entre as medidas sugeridas, estão o impedimento do uso de petroleiros como armazenamento flutuante e o aumento da pressão sobre os terminais de exportação do Irã.
Perspectiva macroeconômica dos EUA
No mesmo documento, Brooks reiterou que o mercado superestima a probabilidade de novas altas de juros pelo Federal Reserve em 2026. Ele projeta desaceleração do índice de preços ao consumidor (CPI) e enfraquecimento do dólar nos próximos meses, caso o banco central mantenha a taxa básica sem novos ajustes.
Com informações de Money Times

