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Crepioca pode prejudicar o fígado? Nutricionista esclarece efeitos do consumo

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A crepioca, combinação de goma de mandioca e ovos que ganhou espaço em cafés da manhã e lanches, costuma ser vista como alternativa saudável à tapioca tradicional. Segundo a nutricionista Taynara Abreu, do Hospital Mantevida, o impacto do prato sobre o fígado depende da quantidade ingerida e dos recheios escolhidos.

Proteína diminui picos de glicose

A inclusão de ovos eleva o teor de proteínas e gorduras consideradas benéficas, tornando a receita mais equilibrada que a tapioca simples. De acordo com Abreu, a proteína reduz o índice glicêmico da refeição, permitindo que a glicose seja liberada mais lentamente na corrente sanguínea. Esse controle evita picos de açúcar associados à resistência à insulina — condição que pode levar ao acúmulo de gordura no fígado, conhecido como esteatose hepática.

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Saciedade e prevenção de excessos

Outro ponto citado pela especialista é o aumento da saciedade. A maior quantidade de proteína auxilia no controle do apetite, contribuindo para manter o consumo calórico dentro de limites saudáveis e prevenir desequilíbrios metabólicos.

Quando a crepioca vira risco

Apesar das vantagens, a nutricionista alerta que o prato não deve ser consumido sem critério. Porções exageradas ou recheios ricos em gorduras saturadas e açúcares — como embutidos, queijos muito gordurosos ou opções doces — podem anular os benefícios e favorecer o acúmulo de gordura no fígado.

Em resumo, a crepioca apresenta perfil nutricional mais favorável que a tapioca simples por conter proteína, mas só colabora com a saúde hepática quando é feita com moderação e acompanhada de recheios saudáveis.

Com informações de Metrópoles

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