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Filhos de Bolsonaro e Mário Frias apresentam versões conflitantes sobre R$ 134 milhões prometidos por Daniel Vorcaro ao filme “Dark Horse”

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Brasília – Mensagens, contratos e depoimentos públicos mostram divergências nas explicações dadas pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pelo ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-RJ) e pelo deputado federal Mário Frias (PL-SP) acerca do aporte prometido pelo banqueiro Daniel Vorcaro para o longa-metragem “Dark Horse”, obra biográfica do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Valor e origem dos recursos

Documentos obtidos pelo site Intercept Brasil e confirmados pela TV Globo indicam que Vorcaro, proprietário do Banco Master, comprometeu-se a destinar cerca de R$ 134 milhões ao projeto; pelo menos R$ 61 milhões já teriam sido repassados. O banqueiro foi preso em Brasília, em novembro de 2025, suspeito de liderar um esquema de fraudes financeiras que pode alcançar R$ 12 bilhões, segundo a Polícia Federal.

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Declarações de Flávio Bolsonaro

Antes da divulgação das conversas, Flávio tentava vincular o escândalo do Banco Master ao governo Lula, afirmando não ter contato com Vorcaro. Após a publicação das mensagens, admitiu a relação e disse que uma cláusula de confidencialidade o impedia de comentar o acordo. O senador chama o banqueiro de “irmão” em áudios enviados entre 2024 e 2025, nos quais solicita liberação de parcelas para o filme. Em entrevista em 17 de maio de 2026, reconheceu ter mentido a respeito do vínculo por receio de multa contratual.

O parlamentar também declarou que desconhece o nome exato do fundo norte-americano utilizado para receber os valores e não soube precisar o orçamento total da produção, embora seja apontado nas conversas como responsável por buscar investidores.

Versões de Eduardo Bolsonaro

Inicialmente, Eduardo afirmou ter apenas apresentado um advogado responsável pela estrutura financeira do projeto. Todavia, contrato revelado pelo Intercept, assinado em janeiro de 2024, o coloca como produtor-executivo encarregado de captação de recursos. Confrontado, ele confirmou a assinatura, dizendo que assumiu temporariamente a função para evitar a paralisação do filme e que investiu US$ 50 mil, valor já restituído.

A Polícia Federal apura se parte dos R$ 61 milhões transferidos por Vorcaro foi utilizada para despesas pessoais de Eduardo, que vive nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025. O ex-deputado alega que sua situação migratória impossibilitaria o recebimento irregular de recursos.

Posicionamento de Mário Frias

Frias, que também figura como produtor-executivo, divulgou nota em 13 de maio afirmando que “não há um centavo de Daniel Vorcaro” no filme. Cerca de 20 horas depois, recuou e disse que o relacionamento jurídico dá-se com a Entre Investimentos e Participações, empresa que teria parceria com negócios ligados ao banqueiro, e não diretamente com o Banco Master.

Contexto judicial de Vorcaro

Detido desde 17 de novembro de 2025, Vorcaro é apontado pela PF como líder de fraude que teria causado prejuízo de até R$ 12 bilhões ao sistema financeiro. Mesmo após as primeiras suspeitas públicas, ocorridas em 2024, os contatos de Flávio para obtenção de recursos teriam continuado até novembro de 2025.

As contradições dos envolvidos reforçam as dúvidas sobre a destinação dos valores, a participação do banqueiro no financiamento e a real estrutura de captação usada pelo longa-metragem.

Com informações de G1

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