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Especialista cobra novo rodoanel para Belo Horizonte e vê áreas de escape como medida provisória

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Três dias após o engavetamento que envolveu 14 veículos na descida do bairro Betânia, na região Oeste de Belo Horizonte, a Prefeitura da capital mineira anunciou a construção de duas novas áreas de escape no Anel Rodoviário. A decisão, porém, é considerada apenas um paliativo pelo engenheiro de transportes Paulo Rogério Monteiro, pesquisador da FGV Transportes.

Proposta de contorno mais longo

Monteiro argumenta que o problema é estrutural e defende a implantação de um novo rodoanel, começando no trevo do Alphaville, cortando a Serra da Moeda, passando por Brumadinho e seguindo até Ravena. O traçado de cerca de 68 km, segundo ele, evitaria o trecho mais crítico do Anel atual, que possui aproximadamente 45 km entre Olhos d’Água e Ravena.

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“É importante criar as áreas de escape, mas até quando? A grande questão é discutir um outro rodoanel que contorne Belo Horizonte de forma mais eficiente”, afirmou Monteiro. Para o especialista, a configuração atual força rotas “antinaturais” e aumenta o desgaste dos freios de caminhões que descem trechos longos das BR-262 e BR-356.

Duas novas áreas de escape

As futuras rampas de desaceleração serão instaladas nos quilômetros 539 (próximo à Mipe) e 540 (entrada do Betânia), cerca de 1 km abaixo da estrutura existente no km 541. Cada obra deve custar entre R$ 10 milhões e R$ 15 milhões, com início previsto para o fim de 2026.

Ao anunciar a intervenção, o prefeito Álvaro Damião (União Brasil) destacou que haverá três pontos de escape consecutivos: “Se o motorista passar pela primeira área sem usar, mais à frente terá outra, e depois uma terceira”, disse em coletiva de imprensa.

Outras medidas anunciadas

A prefeitura também determinou que veículos pesados circulem exclusivamente na faixa da direita, sob monitoramento por câmeras. Caminhões que utilizarem as faixas centrais ou à esquerda serão autuados. O pacote inclui ainda R$ 180 milhões em obras de pavimentação, limpeza e drenagem ao longo do Anel.

Números que preocupam

Dados do Observatório de Segurança Pública de Minas Gerais apontam 1.125 acidentes no Anel Rodoviário entre janeiro e abril de 2026, média de 9,4 ocorrências por dia. Mesmo com redução de até 66,7 % nas mortes desde a municipalização da via, o volume de sinistros segue alto.

Funcionamento das rampas

As áreas de escape utilizam argila expandida (cinasita) dentro de uma caixa de concreto para aumentar o atrito e frear rapidamente veículos sem controle, sistema semelhante ao de autódromos. A primeira rampa, aberta em 2022 ao custo de R$ 3,5 milhões, já foi acionada mais de 20 vezes por caminhões, carretas, ônibus e até um guindaste.

Monteiro, contudo, sugere a adoção de tecnologia semelhante à do km 667 da BR-376, na Serra de Guaratuba (PR), onde a pista rolante dentro da área de escape evita colisões entre veículos que entram em sequência.

Com informações de Metrópoles

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