A hipótese de afastamento do governador Wanderlei Barbosa (Republicanos) perdeu força nos bastidores políticos de Tocantins. Parlamentares e lideranças, inclusive da oposição, enxergam agora sua eventual entrada na corrida pelo Senado em 2026 como fator que reorganiza a disputa pelas duas vagas federais em jogo.
Nos últimos dias, especulava-se que uma saída temporária de Barbosa pudesse abrir espaço para novos acordos no Executivo estadual. O cenário mudou quando análises internas mostraram que, caso concorra ao Senado, o governador se tornaria adversário direto de nomes já em pré-campanha, como Eduardo Gomes (PL), Carlos Gaguim (União Brasil), Alexandre Guimarães (MDB) e o senador Irajá Abreu (PSD).
Integrantes de diferentes partidos avaliam que a alta aprovação de Barbosa representa risco eleitoral elevado, reduzindo o entusiasmo até mesmo de setores que antes cogitavam apoiar seu afastamento. A permanência dele no Palácio Araguaia, portanto, atende não só aos interesses do próprio grupo governista, mas também dos concorrentes que preferem evitar enfrentá-lo nas urnas.
O novo cálculo político transformou a discussão sobre quem governa o Estado em debate sobre sobrevivência nas vagas majoritárias. Na prática, a força eleitoral do governador deixou de ser mera especulação e se consolidou como ativo determinante na organização das chapas para 2026.
Com isso, aliados e opositores reconhecem que Barbosa se tornou peça central no tabuleiro tocantinense: sua decisão de disputar ou não o Senado impactará diretamente as estratégias de todos os pretendentes ao cargo parlamentar.
Com informações de Atitude Tocantins

