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Candidatura de Ricardo Salles ao Senado desafia plano de Tarcísio e pode fracionar votos da direita em SP

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O deputado federal Ricardo Salles (Novo-SP) confirmou, em 15 de julho de 2026, que vai disputar uma das duas vagas ao Senado por São Paulo, fora da chapa apoiada pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). A decisão cria um novo foco de tensão dentro do campo conservador e pode pulverizar votos entre eleitores de direita.

Disputa interna

Com 13% das intenções de voto no último Datafolha, Salles aparece à frente de André do Prado (PL), que tem 11%, e de Guilherme Derrite (PP), com 10% — ambos indicados por Tarcísio. Marina Silva (Rede) lidera o levantamento, com 18%, seguida por Simone Tebet (PSB), com 16%.

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Estratégia no interior

Salles tem concentrado a pré-campanha no interior paulista. Nesta semana, realizou encontros em Ribeirão Preto, importante polo do agronegócio, para reforçar laços com produtores de pecuária, soja, cana-de-açúcar e indústria sucroenergética. Ele aposta nessa rede de apoio para compensar a menor estrutura partidária do Novo.

Diferenciação à direita

Ao se apresentar como representante de uma direita “ideológica”, Salles tenta vincular André do Prado ao centrão. “Eu sou de direita. Estou nisso há 20 anos”, declarou o deputado, afirmando ter trajetória mais alinhada ao bolsonarismo.

Presença digital

Com mais de 1 milhão de seguidores no Instagram, o parlamentar pretende ampliar críticas aos adversários e mobilizar apoiadores pelas redes sociais, que, segundo ele, reduziram o peso das máquinas partidárias tradicionais.

Reação do Palácio dos Bandeirantes

Aliados de Tarcísio avaliam que o melhor caminho, por enquanto, é evitar confrontos públicos com Salles e concentrar esforços na campanha dos nomes oficiais. O receio é que múltiplas candidaturas conservadoras diluam votos em uma disputa na qual cada eleitor pode escolher dois senadores.

Alvos adicionais

Salles também passou a criticar Marina Silva e Simone Tebet, argumentando que as duas não têm ligação direta com o estado e, portanto, não defenderiam interesses paulistas em Brasília. As candidatas não comentaram as declarações.

Mesmo reconhecendo a liderança de Tarcísio na corrida pela reeleição ao governo paulista, Salles ressalta que o apoio do governador não garante transferência automática de votos para o Senado.

Com informações de Exame

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