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Caiado acusa Lula de “provocação” e Flávio Bolsonaro de “submissão” diante de possível tarifa de 25% dos EUA

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Brasília – O pré-candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) criticou nesta quarta-feira (8) o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) por suas posturas frente à ameaça de novas tarifas sobre produtos brasileiros anunciada pelo governo dos Estados Unidos.

Durante entrevista ao Flow Podcast, Caiado declarou que Lula estaria “provocando” o presidente norte-americano, Donald Trump, na tentativa de obter dividendos eleitorais. Já Flávio Bolsonaro, segundo o ex-governador de Goiás, teria “se ajoelhado” aos interesses norte-americanos ao enviar um documento à Casa Branca pedindo a suspensão das tarifas até as eleições de outubro.

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Críticas ao documento de Flávio Bolsonaro

Caiado classificou como “erro” o ofício assinado por Flávio e encaminhado à administração Trump. “Onde é que está o Brasil nisso aí? Um provoca para se beneficiar da bandeira da soberania, o outro entrega de bandeja um pedido para não tarifar até a eleição”, afirmou.

Alegação de provocação eleitoral

O pré-candidato do PSD citou exemplos de eleições no Canadá e na Austrália, onde, segundo ele, candidatos que entraram em confronto com Trump acabaram eleitos. Para Caiado, Lula tenta repetir a estratégia: “Se eu provocar bastante o Trump, ganho a chance de vencer a eleição”.

Ameaça de tarifa de 25%

Em junho, o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) propôs tarifas de 25% sobre mercadorias brasileiras após investigação que aponta práticas consideradas desleais, como supostas barreiras comerciais envolvendo o PIX, questões de desmatamento ilegal, pirataria e falhas em leis anticorrupção.

O prazo para um entendimento bilateral termina em 15 de julho. O governo brasileiro contesta as acusações e enviou resposta formal na semana passada. Nos bastidores, Palácio do Planalto e Itamaraty avaliam que a medida tem motivação política. Duas novas reuniões com o USTR estão previstas antes da data-limite.

Representantes do setor privado que acompanharam as audiências em Washington avaliam que a adoção do “tarifaço” é provável, mas que os percentuais ainda podem ser ajustados para reduzir impactos na economia norte-americana.

Com informações de G1

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