Em passagem por Santiago, no Chile, nesta sexta-feira (11), o ex-vice-presidente dos Estados Unidos Al Gore afirmou que a força política do presidente Donald Trump “vem diminuindo muito” e que o Partido Democrata tem chances de recuperar o controle do Congresso nas eleições legislativas de meio de mandato marcadas para novembro.
Gore, de 78 anos, encontra-se na capital chilena para participar da 63ª edição do Treinamento do Corpo de Liderança do The Climate Reality Project, iniciativa criada por ele para formar ativistas e lideranças em políticas climáticas. Durante conversa com jornalistas internacionais, o Nobel da Paz de 2007 declarou que a imagem de Trump “está caindo muito, muito rapidamente” entre os norte-americanos, sinalizando divisões internas no movimento Make America Great Again (MAGA) e o afastamento de antigos aliados.
“Sou supersticioso, então bato na madeira, mas acho que o Partido Democrata vai recuperar o controle do Congresso”, disse, ao analisar o cenário eleitoral de novembro.
Efeitos sobre a agenda climática
O democrata relacionou a postura de Trump em relação às mudanças climáticas a um impacto negativo em outros países, sobretudo na América Latina. Segundo Gore, a oposição do presidente norte-americano a medidas ambientais oferece “respaldo” a autoridades latino-americanas que também rejeitam a ação climática, mas hesitam em expor essa posição publicamente.
Críticas à política externa
Na entrevista, Gore também condenou a condução da política externa do governo Trump, classificando como “erro incrivelmente prejudicial” a decisão de iniciar uma guerra com o Irã. Ele mencionou sua experiência no Conselho de Segurança Nacional e no Comitê de Inteligência dos EUA para destacar a importância estratégica do Estreito de Ormuz, ponto central de todas as discussões sobre possíveis conflitos com Teerã ao longo de suas quase cinco décadas de atuação em Washington.
O ex-vice-presidente recordou ainda uma declaração atribuída a Trump sobre o tema: “Quando lhe perguntaram a respeito, Trump disse: ‘Não temos que nos preocupar, porque eles vão se render antes de terem a chance de fechar o estreito’”.
Com informações de Exame

