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Palmas cria Rede Municipal de Atendimento para mulheres vítimas de violência

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A Prefeitura de Palmas oficializou, na quinta-feira, 24 de setembro, a Rede Municipal de Atendimento à Mulher em Situação de Violência, iniciativa que reúne serviços de 30 órgãos para ampliar o acolhimento a vítimas no município.

O lançamento ocorreu no auditório da Defensoria Pública com a presença do prefeito Eduardo Siqueira Campos; da primeira-dama e secretária de Desenvolvimento Social, Polyanna Siqueira Campos; da secretária municipal da Mulher, Chayla Felix; além de representantes de secretarias estaduais, Ministério das Mulheres, ONU Mulheres, forças de segurança, Defensoria Pública e outras entidades.

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Integração de serviços

Cada instituição participante indicou dois representantes para atuar diretamente na integração dos atendimentos. A coordenadora da Rede, Soraya Mendes, explicou que a formalização foi feita pela Medida Provisória nº 6, de 18 de setembro de 2026, e está fundamentada no artigo 8º da Lei Maria da Penha, que prevê a criação de redes de proteção. “Vamos alinhar fluxos, produzir dados sobre a violência contra a mulher e realizar reuniões periódicas para qualificar o trabalho”, afirmou.

Para a secretária Chayla Felix, mapear as atribuições de cada órgão evita que a vítima percorra diversos locais em busca de ajuda. “Formalizar a Rede cria mecanismos que permitem falar a mesma língua”, disse.

Pronunciamentos

Durante a cerimônia, o prefeito Eduardo Siqueira Campos destacou a responsabilidade masculina no enfrentamento à violência. “Temos de abandonar antigos comportamentos e ensinar respeito e igualdade a meninos e jovens”, declarou.

A programação incluiu palestras da representante do Ministério das Mulheres, Marina Cordeiro; da defensora Elydia Leda Barros Monteiro, do Núcleo de Promoção e Defesa dos Direitos das Mulheres (Nudem); e da superintendente da Casa da Mulher Brasileira, Monik Carreiro. O equipamento, que funciona há um ano e meio em Palmas, já prestou atendimento a mais de quatro mil mulheres, reduzindo a chamada “rota crítica” — percurso por diferentes órgãos em busca de suporte.

Com a Rede formalizada, os órgãos municipais, estaduais e federais envolvidos passam a operar de maneira articulada desde o primeiro contato da vítima até a conclusão do caso, ampliando a oferta de proteção e assistência na capital tocantinense.

Com informações de Prefeitura de Palmas

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