Somente 32% das organizações ligadas ao agronegócio trabalham hoje com soluções de inteligência artificial (IA), revela levantamento da Ação Estratégica Comunicação e Marketing no Agronegócio divulgado em 23 de setembro de 2026.
Levantamento ouviu 197 profissionais
O estudo entrevistou 197 profissionais de empresas, cooperativas e propriedades rurais. Do total, 56% afirmaram que a tecnologia ainda não é aplicada em suas rotinas e 12% não souberam informar se algum recurso de IA já faz parte das operações.
Principais barreiras: custos, desconhecimento e desconfiança
Segundo o diretor-geral da Ação Estratégica, Rodrigo Capella, o setor atravessa uma fase de aprendizado sobre os benefícios concretos da IA. Entre os obstáculos citados pelos participantes estão:
- Investimento inicial elevado;
- Falta de conhecimento sobre as possibilidades de uso;
- Desconfiança quanto à confiabilidade das informações geradas.
Capella observa que o processo de sucessão familiar no campo estimula a procura por novas tecnologias, mas a adoção demanda análise criteriosa por parte das propriedades.
IA como aliada na tomada de decisão
Apesar das dificuldades, 47% dos entrevistados enxergam a inteligência artificial como suporte direto às decisões estratégicas. Outros 23% veem na tecnologia uma forma de identificar oportunidades de mercado.
Aplicações mais citadas
Entre os usos já mapeados estão:
- Agricultura de precisão: análise de dados de solo e planta, medição de temperatura das folhas para avaliar disponibilidade hídrica e detecção automática de plantas daninhas;
- Gestão de safras: previsão de produtividade, redução de custos operacionais e otimização logística.
A pesquisa indica, portanto, que o agronegócio reconhece o potencial da IA, mas a maioria das organizações ainda precisa superar barreiras financeiras e de conhecimento para incorporá-la às atividades diárias.
Com informações de Portal do Agronegócio

